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04/11/2007 21:20
Caros Amigos e Amigas,

Em seu primeiro discurso, na Câmara dos Deputados, em 14 de Maio de 2003 apresentando o programa de trabalho do Ministério da Cultura (MINC) o ministro Gilberto Gil, afirmou acerca da necessidade de que fosse criado um vasto programa de apoio às iniciativas culturais que nascem, e na maior parte das vezes morrem, nas periferias e no interior do nosso país, sem que o Brasil possa se dar conta de quanto talento é capaz o seu povo.

E isso se tornou realidade com os pontos de cultura, do Programa Cultura Viva, criado pelo MINC, algum tempo após o discurso.

No entanto como a responsabilidade é de todos, não apenas do governo, a Ação Cultural propôs para diversos agentes culturais que atuam na periferia e no interior a criação do Fórum Popular de Cultura

E os Fóruns Populares de Cultura é uma iniciativa de quem já sentiu na pele as palavras do Ministro e sabe que uma das possibilidades de diminuirmos a mortalidade de tantos sonhos de beleza, alegria e paz é criarmos espaços para a troca de saberes, quereres e fazeres.

E por acreditarmos que, sonho que se sonha só é apenas um sonho e sonho que se sonha junto torna-se realidade, é que lhe convidamos para participar da realização do 3º fórum popular de cultura.

Além de se inscrever para participar, você pode divulgar o evento, ajudar-nos a buscar mais parceiros para possibilitarmos a participação do pessoal das áreas mais distantes, inclusive quanto ao transporte, colocar carro a disposição, focalizar danças circulares, agendar entrevistas na imprensa, enviar endereços e telefones de agentes culturais que atuam com/na periferia e interior etc.

Como diz a letra de uma bela ciranda: “Essa ciranda {esse fórum} não é minha só, {não é da Ação Cultural somente} ela é de todos nós, ele é de todos nós.

P.S.: O texto de divulgação está também no Overmundo,( http://www.overmundo.com.br/agenda/3-forum-popular-de-cultura-1) é importante ler e votar para que o mesmo se mantenha em destaque.
Abs,
Zezito de Oliveira
Coordenador de Produção do 3º Fórum

3º FÓRUM POPULAR DE CULTURA
“Juventude, Artes Cênicas e Cidadania”

O Fórum Popular de Cultura, promovido pela Ong Ação Cultural em Sergipe, está na sua terceira edição. Há três anos: Idéias, informações, ações, pessoas, parceiros, experiências e resultados se encontram formando uma corrente que protagoniza cultura como promotora de qualidade de vida, união e cidadania para todos. Em cada edição, em cada organização, em cada parte que forma o todo deste projeto, e nas discussões oriundas de atitudes ou formadoras de ações durante todo o ano, é flagrante o compromisso que envolve as pessoas ao redor deste evento. A importância de cada resultado que é levado em forma de experiência entre os militantes da cultura e a troca que ocorre nestes dias de encontros, gera, sem dúvida, raízes que fortalecem a cultura.

Neste ano, o fórum, cujo tema é “Juventude, Artes Cênicas e Cidadania”, conta com o patrocínio do Banco do Nordeste, através do Programa BNB de Cultura – Edição 2007 e pela primeira vez com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura e terá como palco de realização o Complexo Cultural “O Gonzagão", localizado no Conj. A.Franco.

O evento terá inicio ás 19h30 da sexta-feira, 23 de Novembro, com posse pública da nova diretoria da Ação Cultural, mesa redonda com gestores públicos que tratarão do tema “Cultura e Inclusão” , apresentação do vídeo do fórum 2006 e a abertura da exposição sobre o trabalho da Ação Cultural e parceiros nos bairros de Aracaju e região metropolitana.

O retorno das atividades se dará no sábado (24 de Novembro) ás 14h30, com as palestras temáticas que abordarão: A Cultura como Agente de Transformação Social - A Escola como Pólo Cultural da Comunidade - que será apresentada por Marcial de Araújo Lima, Presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural(AL) e Dança-Cidadania com a professora e administradora Paula Gonçalves da ONG Em Cena Arte e Cidadania.(PE)

No horário da noite será realizado uma mostra artística apresentando o resultado de algumas iniciativas desenvolvidas em escolas, bairros e cidades do interior.

Já no domingo (25 de Novembro) a partir das 9 horas, o espaço estará aberto para troca de experiências entre os participantes e dois atores e professores sergipanos da área de teatro, Rafaela e Fredy, que aquecerão o bate-papo falando sobre as suas experiências, a primeira relacionada ao fazer teatro no sertão e o resgate da tradição popular da região e o segundo sobre o Teatro do Oprimido, modelo de prática cênico-pedagógica criada e desenvolvida por Augusto Boal na década de 70, possuindo características de militância, destinando-se a mobilização do público, vinculando-se ao teatro de resistência.

Ocorrerá simultaneamente o mesmo com o pessoal da área de dança que terão como provocadores do debate, os dançarinos e professores sergipanos Carlos Henrique e a Cristiane que trabalham com adolescentes e jovens em diversos bairros de Aracaju e da região metropolitana com dança moderna, afro e contemporânea e falarão sobres as conquistas, as potencialidades, as dificuldades enfrentadas e as formas que encontraram/am para superá-las.

Na tarde de domingo acontecerá as oficinas que aprofundarão os assuntos abordados nas palestras temáticas e rodas de conversas, pautados na metodologia de trabalho desenvolvida na Em Cena Arte e Cidadania, cujo foco é na dança como meio de inserção social, sob a responsabilidade da Dançarina e Educadora Ketully Costa Leal e no projeto “A escola como pólo cultural da comunidade”, intitulada: "Educação como ação cultural para a auto-determinação: um estudo de caso entre estudantes da periferia maceioense." sob a responsabilidade de Clébio Correia de Araújo, Mestre em Educação Brasileira pela UFAL e professor do Depto. de História da UNEAL - Universidade Estadual de Alagoas.


Em termos de resultado a Ação Cultural e os parceiros esperam desse fórum uma contribuição para ajudar na elaboração de estratégias de ação visando responder aos desafios descritos na Carta Cultural da Periferia, produto principal do 1º fórum em 2005. “ Como ampliar o trabalho de conscientização da juventude na perspectiva de valorização da cultura popular? Como produzir com qualidade e fortalecer a identidade cultural de nosso povo para atingir uma população com a mente massificada pela cultura de consumo imediato (a pasteurização cultural)? Como preparar pessoas competentes para trabalhar com cultura junto a crianças e jovens? Como incluir mais jovens nas ações culturais com o apoio da sociedade?”

O fórum será encerrado no final da tarde de domingo esperando ter dado a sua contribuição para diminuir o isolamento e a falta de reflexão que enfraquece o potencial transformador das milhares de experiências que envolvem crianças, adolescentes e jovens e algumas centenas de adultos que não deixaram de acreditar que vale a pena continuar fazendo arte e educação popular para virar esse mundo em “Festa, Trabalho e Pão” como disse um dia, o poeta José Carlos Capinam.






enviada por Zezito






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