22/05/2008 12:44

enviada por Zezito
22/05/2008 12:30

enviada por Zezito
21/05/2008 11:07
UM SUCESSO!!! A PALESTRA SOBRE EMPREENDEDORISMO CULTURAL NO GONZAGÃO.
A comemoração do aniversário de 01 (hum ano) do Consórcio Cultural, cujas reuniões tiveram inicio em maio de 2007, não poderia ter sido realizada de maneira melhor. Embora não tenha sido intencional já que o fato só veio a nossa mente quando iniciamos a produção desse texto. E quais os motivos que sustenta a opinião aqui expressa?
1 Presença do público. A meta era atingir um minimo de 20 pessoas, e na lista de presença consta a assinatura de 23 pessoas.
2 O técnico do Sebrae, Sr. Edilson Nasciemnto, mostrou-se seguro e proporcionou oportunidade para um rico aprendizado sobre aspectos referentes as caracteristicas de um empreendedor que deseje ser bem sucedido no setor de negócios relacionado a cultura, entre outras questões importantes.
3 As ações de cooperação que foram realizadas para preparar o evento, aspescto fundamental para o sucesso da noite, como discriminado abaixo:
O Complexo Cultural Gonzagão/Secretaria de Estado da Cultura, cedeu as suas instalações, o apoio dos serviços de administração, limpeza e de comunicação.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Cultura, fez a revisão e dristibuiu o release para a imprensa.
A assessoria de informática da Secretaria de Estado da Cultura disponibiliou o data-show.
A quadrilha junina Asa Branca emprestou a caixa de som e o microfone.
A Cia. de palhaços O minimO emprestou o notebook.
Podemos concluir que o saldo mais importante da noite é que os artistas, produtores culturais e educadores ligados ao consórcio cultural estão aprendendo a compartilhar aquilo que eles têm de melhor e que não são apenas objetos materiais, como principalmente: experiências; alegria; compromisso; solidariedade; vontade de aprender etc..
Outro aspecto importante é a parceria com os orgãos píblicos (Secretária de Estado da Cultura )e do sistema S (Sebrae) para potencializar iniciativas como esta, a qual nasce de uma discussão com os agentes locais, condição essencial para o sucesso.
Em futuro bem próximo, teremos agentes culturais com autonomia para definir os rumos do seu trabalho, com competência para saber diversificar e garantir as fontes de patrocinios, conquistar o público local, através de uma gestão de qualidade e excelência, garantindo consequentemente a sustentabilidade das suas iniciativas culturais e é claro, buscando assegurar as caracteristicas de inclusão, participação, respeito a tradição, solidariedade, entre outros valores humanos importantes , marcas dos emprendimentos sociais e culturais que estão dando certo país afora.
Abaixo segue a avaliação de alguns agentes culturais que se fizeram presentes na palestra.
AVALIAÇÃO SOBRE A PALESTRA: EMPRENDEDORISMO CULTURAL COM O SEBRAE
COMPLEXO CULTURAL O GONZAGÃO - 12 DE MAIO DE 2008
QUE BOM:
Mobilização dos representantes do consórcio, interesse pelo tema, troca de experiencias.
Foi excelente a palestra, com muitas informações, muitos conhecimentos.
Foi ótimo e que sempre tenha mais palestra como esta.
Senti que o meu publico alvo precisa de inovação.
A oportunidade de fazer parte deste curso, de aprender, de trocar idéias. Consegui fomentar um ideal tríade: Cultura, Economia da Cultura e Culturalização da Economia
Gostei, mas gostaria que falasse em solidariedade e trabalho que ele não falou. Falou em emprego e renda, mas não em trabalho.
Esse contato foi excelente, pois refletiu a minha experiência e ações pessoais bem como é o retrato do que está sendo implantado na Quadrilha Asa Branca em 2008; foi um grande aprendizado, uma riqueza de detalhes e otimização. (Rogério)
Que tivemos melhores conhecimentos sobre emprendedorismo cultural.
QUE PENA:
Centralizar mais as necessidades da platéia. Como conseguir o orçamento financeiro?
Olhar o artesanato.
Senti o individualismo nas proposta de negócios.
Poderíamos ter mais tempo, ser mais prolongado
A nossa participação nos assuntos
Outras edições com o SEBRAE aprofundando outros temas como elaboração de projetos (editais). Foi uma palestra com assuntos importantes abordados rapidamente. (Rogério)
O tempo foi curto.
QUE TAL:
Colocar modelos de projetos mais minuciosos, definir estratégias na prática (palpáveis)
Quero que esclareça mais sobre como se faz um projeto.
Um pouco mais de estudo sobre economia para o grupo.
Promover cursos sobre elaboração de projetos culturais.
Também ele não é um sábio para dizer tudo.
Zezito, você como sempre, um cara de vontade e dedicação, preocupado em evoluir, aprimorar e busca ser acessível à comunidade, em seus seguimentos, temas e assuntos importantes para o cotidiano, como: vivência cultural e social. Parabéns Gonzagão! Parabéns Sebrae! (Rogério)
Ter sempre estas palestras com outros especialistas para melhorar os projetos culturais.
LISTA DE PRESENÇA PALESTRA EMPREENDEDORISMO CULTURAL - SEBRAE
COMPLEXO CULTURAL O GONZAGÃO - 12 DE MAIO DE 2008
NOME ENTIDADE
EDSON SANTOS (DICO) QUADRILHA LUIZ GONZAGA
GENILDA DE ARAÚJO QUADRILHA ASA BRANCA
GEORGE FRANCELINO DO NASCIMENTO
JOSÉ EDSON MONTEIRO QUADRILHA ASA BRANCA
MARIA DO CARMO QUADRILHA LUIZ GONZAGA
RENATA SILVA GRUPO BALANGODANGO
ROGÉRIO VALENÇA QUADRILHA ASA BRANCA
TIAGO RODRIGUES OUIS
FABIO NEVES OUIS
MAISA AMORIM
DJENAL ALVES DOS SANTOS
CARLA ELIZETE CARVALHO FORRÓ DO CANDEEIRO
IRENE SOCORRO CORREIA GONZAGÃO
RAIMUNDO OLIVEIRA
JOSINEIDE DANTAS
SILVINO CAETANO
ADALICE DA SILVA SANTOS
MARIA LÚCIA CARVALHO
MARIA LUZINETE DE SOUZA
ROBERT CLARK OFICINA DE CIRCO
MARIA DA GLÓRIA
IRIS FIORELLI OFICINA DE CIRCO
enviada por Zezito
18/03/2008 16:29
CAPACITAÇÃO EM PROJETOS CULTURAIS
A Secretaria de Incentivo e Fomento a Cultura SEFIC/MINC em parceria com o Serviço Social da Indústria SESI, o Banco do Nordeste BNB e a Secretaria de Estado da Cultura de Sergipe - SEC estarão realizando o Programa de Capacitação em Projetos Culturais nos dias 03 e 04 de abril deste ano.
O programa é dedicado a gestores, empreendedores e agentes culturais, nos quais irão obter no decorrer do curso, informações acerca de noções conceituais sobre elaboração e desenvolvimento de projetos culturais; políticas públicas de cultura e economia da cultura, com foco nas experiências brasileiras; orientação quanto as principais fontes de financiamento existentes, bem como instrumentalização para o uso de Leis de Incentivo. A estrutura modular para os dois dias do curso inclui seminário, no dia 03 das 09h às 12h e das 14h às 18h, e rodadas de negócio, no dia 04, no horário de 09h às 12h. O curso será gratuito e para participar é preciso se inscrever entre os dias 17 a 24 de março de 2008, através do email curso.mincne@cultura.se.gov.br enviando o nome completo, o número do RG e a área de atuação. Qualquer informação entrar em contato com Silvane através do telefone (79) 3179-1917/1920.
O Programa de Capacitação em Projetos Culturais será realizado no auditório da Federação das Indústrias FIES, Av. Doutor Carlos Rodrigues da Cruz s/n Ed. Albano Franco, Centro Administrativo Dr. Augusto Franco, no Bairro Capucho em Aracaju/SE.
enviada por Zezito
03/03/2008 10:32
Complexo Cultural Gonzagão promove aula aberta da dança-yoga e de danças circulares.
Com o objetivo de buscar um contato mais próximo da população com duas modalidades de dança voltadas para a melhoria da qualidade de vida, notadamente no campo da saúde física, mental e emocional e no relacionamento interpessoal, o Gonzagão promove duas aulas abertas gratuitas com Dança-yoga no dia 06/03(quinta-feira) ás 16h e com Danças Circulares no dia 07/03, às 19h30.
A prática da yoga é mais difundidada como filosofia ou caminho do que como arte, entretanto, segundo K.S. Yengar, a yoga é uma arte espiritual. A palavra yoga, em sânscrito, significa união, trabalho, aplicação; é um caminho de auto-análise que se pode praticar. Estar presente, observando o próprio estado de presença, fazendo e ao mesmo tempo observando o que esta sendo feito, é uma etapa no caminho da integração. Dançar como o foco na auto- observação, buscar fluidez e consciência no movimento, na respiração, experimentando uma dança mais total.
A ministrante paulista Íris Fiorelli é professora de Yoga, formada pelo Método Shivananda, Barcelona (2003 e 2004). Dedica-se à dança profissionalizante atuando e ensinando desde 1992. Estudou várias técnicas como Balé Clássico, Flamenco, Dança Clássica Indiana, Reeducação do Movimento, Dança Contemporânea e Danças Brasileiras.
Em março de 2007, Íris chega a Aracaju com a Ong Caravana Arco-íris Por La Paz, tendo facilitado o contato com a yoga em vários estados brasileiros, para todas as idades, realidades sociais e étnicas. Atualmente, reside em Aracaju e atua também como artista clown na Cia de Palhaços O Mínimo.
As danças circulares, por sua vez, são danças de roda, tradicionais e contemporâneas, de diferentes culturas (diferentes povos e diferentes épocas) vivenciadas como canal e instrumento de Educação e Cultura, de comunicação criativa, de auto-conhecimento, de saúde integral, de celebração e integração.
Para apresentar essas danças, virá de Olinda , Pernambuco, o educador Álvaro Pantoja Leite, que é licenciado em Filosofia, doutorando em Ciências da Educação e focalizador de rodas, desde 2000, com encontros e cursos de Danças Circulares em diversas cidades brasileiras (Recife, João Pessoa, Aracaju, Maceió, Teresina, Fortaleza, Sobral).
Durante a aula aberta de danças circulares, além da proposta de envolver o público presente em alguns exemplos práticos, será aberto um espaço para a realização de um bate papo sobre como as danças circulares contribuem para o crescimento humano e sobre as possibilidades como ferramenta pedagógica no trabalho sócio-educativo.
No próximo final de semana, dias 08 e 09 de março, Álvaro Pantoja estará coordenando um Encontro de Danças Circulares, na Comunidade Bom Pastor, no bairro Santos Dumont, organizado pela Ong Ação Cultural e Comunidade Bom Pastor.
Mais informações:
José de Oliveira Santos Diretor do Gonzagão 8822-5963 complexogonzagao@yahoo.com.br
Maxivel Ferreira Diretor-Presidente da Ong Ação Cultural e Coordenador do Encontro de Danças Circulares 8815-1116 maxidesigner@hotmail.com.br
Leia também:
www.overmundo.com.br/overblog/a-danca-da-vida
enviada por Zezito
18/02/2008 19:22
DANÇAS CIRCULARES
Uma Proposta Cultural de Educação e Saúde Integral
Alvaro Pantoja
Por que o ser humano dança?
Que impulso irresistível leva o homem a dançar? Por que, ainda no estado natural mais primitivo, em lugar de economizar suas energias para encontrá-las mais intactas no momento da ação, necessária a seu sustento ou sua defesa, desperdiça-as em movimentos fisicamente esgotantes?
Sem dúvida, por uma necessidade interior, muito mais próxima do campo espiritual que do físico. Seus movimentos, que progressivamente vão se ordenando em tempo e espaço, são a válvula de liberação de uma tumultuosa vida interior que ainda escapa à análise. Em definitivo, constituem formas de expressar os sentimentos: desejos, alegrias, pesares, gratidão, respeito, temor, poder...
No entanto, esses sentimentos estão intimamente relacionados com a necessidade material do grupo humano primitivo. Necessidade de amparo, abrigo, alimento, defesa e conquista; de preocupação, saúde e comunicação. Tais requisitos levam-no, primeiro, a observar a natureza e a relação que existe entre os fenômenos naturais propícios ou contrários à sua necessidade. A cada uma destas manifestações ele atribui um espírito e uma vontade semelhantes à sua.
Para obrigar essa vontade a curvar-se ante a sua, ele inventa fórmulas mágicas, plasmadas em objetos miméticos que traduzem seus desejos. Assim nascem as formas artísticas de expressão: a dança, a pintura, a música, a palavra, o teatro. No princípio, todas estão unidas num só fato mágico e vão se separando com o desenvolvimento da cultura, até os tempos atuais, em que um refluir na busca faz desandar o caminho para refundi-las numa integração. (OSSONA 1984)2
O primeiro impulso artístico da humanidade nasceu da observação da natureza. Para sobreviver, transformar-se e evoluir, as sociedades primitivas dançaram o ritmo cíclico do universo. A dança era a imitação das formas e dos movimentos da natureza. Como expressão simbólica, dançar era o reflexo tanto da regularidade terrestre quanto da celeste.3
O homem e a mulher antigos, na medida em que desvendavam as leis e os princípios de organização da realidade circundante, registrava-os no corpo através de movimentos rítmicos e significativos. A história da intimidade entre a dança e a linguagem dos padrões da natureza nasceu antes que os seres humanos pudessem gravar suas descobertas em rochas, tecidos, tatuagens. Pela dança, memorizavam os novos conhecimentos e asseguravam a sua transmissão para as gerações futuras. Dançar era, essencialmente, comunicar-se.
Tudo na vida é movimento: o Universo move seus sistemas, e cada sistema seus sóis, estrelas, planetas e satélites. As estações se sucedem ritmicamente, assim como o dia segue a noite, a Lua ao Sol. A vegetação evolui em ciclos rítmicos, sobem e baixam as marés, o ser nasce, cresce, decresce e morre.
O ser humano é testemunha e partícipe de todo esse movimento que o maravilha, e expressa em danças seu assombro, sua necessidade de compreensão.
A dança é uma das raras atividades humanas em que o ser humano está totalmente engajado: corpo, espírito e coração. Por isso, a arte de imitar a natureza através de movimentos rítmicos e repetitivos é uma virtude que torna o conhecimento definitivo, inesquecível. Além do mais, a dança é para todos. As histórias que ela conta são de domínio público e pertencem ao campo da participação geral, da colaboração instintiva.
A dança, que nasceu e cresceu nas civilizações comunitárias e que se estilizou nas civilizações individualistas, nos dias de hoje pode contribuir significativamente para realização da síntese pela qual nossa época espera: a de uma sociedade aberta, onde o comunitário não se degradasse em totalitário nem a expressão da pessoa em individualismo, mas ao contrário, onde o ser humano pudesse conjugar sinfonicamente, como numa dança bem dançada, sua dimensão social e sua criatividade, em um sistema consciente de sua relatividade e aberto para o futuro, para suas profecias e suas utopias.
Não existe ato mais revolucionário do que ensinar um ser humano a enfrentar o mundo enquanto criador. Esta forma viva de comunhão e de participação da dança moderna recupera para a dança sua função sagrada, isto é: sua função de criação do homem. Talvez ela seja, no sentido mais completo do termo, a Missa para o tempo presente. (GARAUDY 1980)4
O que são as Danças Circulares
São danças de roda, tradicionais e contemporâneas, de diferentes culturas (diferentes povos e diferentes épocas) vivenciadas como canal e instrumento de Educação e Cultura, de comunicação criativa, de auto-conhecimento, de saúde integral, de celebração e integração.
"As Danças Circulares estão presentes em antigas tradições de diversos povos de todo o planeta. Suas origens se perdem no tempo e se confundem com as origens da própria Humanidade. Elas refletem a necessidade de comunhão entre os membros da comunidade e se associam a diferentes momentos de suas vidas: o nascimento, o casamento, o plantio, a chegada das chuvas, a entrada da primavera, a colheita, a morte, etc.
O ser humano tem bailado desde que existe. A dança tem sido parte de sua vida, não só como espetáculo, mas antes de tudo, como uma de suas formas de viver. Tem sido uma das formas de unir-se a outros seres, de participar conjuntamente, celebrar, comunicar-se, dizer com seu corpo o que as palavras não podem dizer da mesma maneira.
As Danças Circulares Sagradas foram introduzidas na Inglaterra há cerca de trinta anos atrás por Bernhard Wosien, um professor de dança, alemão, que dedicou muitos anos de sua vida a coletar danças dos povos de várias regiões da Europa.
Talvez um dos motivos que fazem das danças circulares algo tão envolvente seja o fato das coreografias se constituírem em fenômenos cíclicos. Ou seja, os passos são agrupados em sequências que se repetem no decorrer de toda a música. Dessa maneira são reproduzidos os ritmos da natureza: o começo e o fim, o nascimento e a morte, o dia e a noite, as estações do ano, além dos ciclos que compõem a biografia humana.
Assim nós somos levados a perceber as mudanças que vão acontecendo em nossas vidas, vamos nos percebendo seres mutantes que, a cada repetição ocorrente, já não somos mais os mesmos que da última vez. (VALLE 1998)5
De onde vêm as Danças Circulares
A metodologia de trabalho com as Danças Circulares foi criada por Bernhard Wosien (1908-1986) - alemão, bailarino e pedagogo da dança a partir de sua pesquisa com as Danças Folclóricas e Étnicas da Europa Central e Oriental, iniciada em 1952.
Contagiado pela alegria e vibração das danças populares, Bernhard idealizou uma proposta de utilização para as áreas de educação e saúde. As danças, muitas das quais no seu formato tradicional não eram em círculo, foram adaptadas, para conectar profundamente as pessoas na roda. Assim nascia esse trabalho com a Sacred Dance Dança Sagrada, na qual o sagrado diz respeito ao poder de elevação do espírito humano, associado à prática da dança (e não a uma religião propriamente dita).
Nos últimos 25 anos de sua vida, o agora dançarino, dedicou-se integralmente a pesquisar e ensinar as danças de roda como pedagogia e terapia de grupo em instituições educacionais e clínicas, nas áreas de Serviço Social e Terapia Ocupacional.
Em 1976, aos 68 anos, Bernhard foi convidado a mostrar e vivenciar as Danças Sagradas na Fundação Findhorn Centro Internacional de Educação Transdisciplinar-Holística, fundado em 1961, na Escócia. Este convite foi determinante para a expansão internacional das Danças. No Brasil, as danças chegaram no início da década de 90.
Findhorn promove anualmente, no mês de Julho, desde 1976, o Festival Internacional de Danças Circulares Sagradas, o que tem contribuído para o enriquecimento do repertório, que atualmente incorpora danças tradicionais e contemporâneas das mais diversas culturas, dos quatro cantos do mundo (Ásia, Europa, África, América) - como danças gregas, israelitas, escocesas, russas, sérvias, armênias, ciganas, árabes, brasileiras (indígenas, folclóricas, populares nordestinas e amazônicas).
Como as Danças Circulares educam
Nas Danças Circulares a pessoa é despertada para estabelecer conexões, lançar pontes entre a mente, o coração e as mãos/os pés (o pensar, o sentir e o agir) de uma maneira eminentemente vivencial, dinâmica e participativa: as danças de roda, a música, o canto, a história e os mitos universais das diferentes tradições culturais; exercícios corporais, momentos de silêncio, reflexão e expansão do potencial interior visualização criativa e meditação; dinâmicas de grupo e de relações interpessoais.
Assim, as danças se constituem também num importante recurso a ser utilizado em processos educativos sociais. No círculo se trabalha o equilíbrio entre o indivíduo e o coletivo. Na roda, somos convidados a estar presentes, a participar de maneira plena dos processos de transformação social.
Colocados em círculo, percebemos a nossa identidade com o outro pois, ao mesmo tempo em que reconhecemos a nossa igualdade - a unidade que habita no centro - também acolhemos a presença única e insubstituível de cada um que está colocado em pé na linha da circunferência.
Desse modo, desenvolvemos suave e gradativamente o respeito e a valorização das diferenças, além de podermos vivenciar a realidade da interdependência que permeia as relações humanas". (VALLE 1998)4
Como retrato dinâmico da história humana, as danças sagradas oferecem a toda pessoa a oportunidade de tornar-se um dançarino, de abrir-se a um meio de conhecimento a um só tempo introspectivo e do mundo exterior. Além disso, através delas, irmanamo-nos com povos distantes no tempo e no espaço e com os significados e símbolos de seus rituais e celebrações. Nas palavras do filósofo francês Roger Garaudy, a dança torna o deus presente e o homem potente. Por isso é considerada sagrada.
O que a vivência das Danças Circulares proporciona 6
1. Harmonia entre corpo-mente-espírito;
2. Elevação da auto-estima;
3. Consciência corporal coordenação motora, ritmo, sintonia, flexibilidade;
4. Aprendizagem criativa - o desenvolvimento da inteligência integral e a expansão de habilidades, incluindo-se a intuição, o imaginário, a sensibilidade e o corpo no processo de receber e transmitir conhecimentos;
5. Ampliação do potencial humano - com a vivência da arte, do lúdico, do belo, do prazer, da alegria e da conexão com o sagrado;
6. Reconhecer, valorizar e fortalecer as Identidades Culturais Brasileiras (locais/regionais/nacionais), para o encontro criativo e harmônico com os outros povos enraizar para uma globalização consciente;
7. Sensibilização para a vivência de Valores Humanos e Princípios Éticos universais respeito e inclusão do diferente, através do contato humano, ético e estético, com pessoas diferentes de nós e culturas diversas da nossa;
8. Aprender a Conhecer competência cognitiva; Aprender a Fazer competência técnica; Aprender a Conviver competência social; Aprender a Ser competência humana: os quatro pilares básicos da educação sustentável, recomendados pela UNESCO para a Educação no século XXI.
Animando Comunidades de Aprendizagem
· O tempo presente implica e pede um permanente exercício humano de mudança, na convivência ; isto requer, de todos(as) e de cada um(a), fluência e flexibilidade nas relações consigo mesmo(a) e com os semelhantes . As danças oportunizam e favorecem essa vivência/aprendizagem, com simplicidade e profundidade .
· Nesse sentido, é interessante pensar e abordar a proposta das Danças Circulares referida aos paradigmas Ecológico (as três ecologias: pessoal, social, planetária), Holístico (dimensões física, psíquica, mental, espiritual) e Biocêntrico (princípio biocêntrico , idéias de vivência e vínculo).
· Centração as danças circulares impulsionam um movimento vital, que acontece através : da conexão no eixo vertical (com o que está abaixo, a Terra: chão, raízes, memória, passado; e com o que está acima, o Ar: céu, projeto, futuro); e da conexão no eixo horizontal (com quem está à minha direita/esquerda, com as pessoas na roda, a tribo, a comunidade, a humanidade; a dimensão do corpo (bio-física) e da personalidade (bio-psíquica), o cotidiano); da conexão com seu próprio/pessoal centro de vitalidade (no cruzamento do eixo vertical com o eixo horizontal) e com o centro da roda (simbolicamente o Sol, fonte de luz, de energia, de sabedoria, de bênçãos: a dimensão espiritual da vida).
· Buscando o equilíbrio, em busca de integr(ali)idade, da inteireza (na contra-mão da tendência à fragmentação). Equilíbrio em movimento - equilibração , é uma idéia-chave para a compreensão das Danças Circulares . Na dança ... ... ... "o movimento é que gera o conteúdo". Movimento que é fluxo, pulsação . Em ciclos, na música e na dança, como na vida ...
· A experiência de sinergia e de harmonia que as Danças Circulares proporcionam, resulta de um movimento pessoal e coletivo em busca do equilíbrio, que é um exercício de equilibração (a "homeostase" dos gregos) .
Equilíbrio entre : conexão com o próprio centro (de cada um/a) e conexão com
o centro (comum) do círculo .
Equilíbrio entre : coragem (auto-afirmação, ousadia) e consideração (com a
Fonte, com os semelhantes, com o grupo).
Equilíbrio entre : individualidade/diversidade e coletivo/comum-unidade .
Equilíbrio entre : contração/concentração/interiorização e
expansão/propagação/exteriorização .
· As Danças Circulares podem (têm o poder de) atuar como canal para uma transformação, em diversos planos e níveis da existência de indivíduos e grupos humanos. Isto se dá através de uma vivência, que só se viabiliza pela
co-opera-ação dos participantes e por sua sin-toniza-ação em
frequências vibratórias que são canalizadas pelas danças.
· O convite à dança contém a proposta de um exercício de aprendizagem coletiva . O que é aprender a dançar? O que acontece quando a gente se põe a dançar juntos, na roda ? Refletindo a partir dessas perguntas, podemos aprofundar o sentido da educação como aprendência, como movimento vital de estar aprendendo : a fazer, a conhecer, a conviver, a ser. Estar aprendendo a aprender, como forma de viver.
NOTAS
[1] Educador e sociólogo, de 1990 a 2005 foi membro do Coletivo de Educadores/as do CENAP (Centro Nordestino de Animação Popular, Recife-PE); há 20 anos atua em programas de formação de educadores(as) sociais no Nordeste brasileiro; como assessor/consultor de organizações sociais, tem atuado nas áreas de metodologia do trabalho social e educativo e de gestão de programas e projetos sócio-educativos. Faz formação em Danças Circulares com William Valle (Belo Horizonte MG), desde 1999, tendo participado do I, II e IV Encontros Brasileiros de Danças Circulares Sagradas (São Paulo, 2002, 2003 e 2005) e da coordenação do I Encontro Nordestino de Danças Circulares (Camaragibe-PE, 2005). Desde 2000 tem focalizado encontros e oficinas de Danças Circulares em Recife-PE, Aracaju-SE, João Pessoa-PB, Maceió-AL, Teresina-PI, Fortaleza e Sobral-CE. Contato: alvarpan@elogica.com.br
2 OSSONA, Paulina. A Educação pela Dança. São Paulo: Summus, 1984
3 Fonte: Grupo RODAS DA LUA (Brasília-DF). Danças Circulares Sagradas. www.rodasdalua.org.br
4 GARAUDY, Roger. Dançar a Vida. São Paulo: Nova Fronteira, 1980
5 VALLE, William. Meu Caminho no Círculo da Dança. Texto original publicado na Revista Tecendo Idéias n.4, do Centro Nordestino de Animação Popular. Recife: CENAP, 2000
6 Fonte: MANA MANI-Recriando a Dança da Vida (Belém-PA). www.manamani.org,br
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GARAUDY, Roger. Dançar a Vida. São Paulo: Nova Fronteira, 1980.
OSSONA, Paulina. A Educação pela Dança. São Paulo: Summus, 1984.
LELOUP, Jean-Yves. O Corpo e seus Símbolos: Uma Antropologia Essencial. Petrópolis: Vozes, 1995
RAMOS, Renata Carvalho (org.). Danças Circulares Sagradas: Uma Proposta de Educação e Cura. S.Paulo: TRIOM, 1996
VALLE, William. Meu Caminho no Círculo da Dança. Revista Tecendo Idéias n.4 (p.44-51). Recife: CENAP, 2000
WOSIEN, Bernhard. Dança: Um Caminho para a Totalidade. S.Paulo: TRIOM, 2000
SÍTIOS NA INTERNET
Roda dos Povos Encontro Brasileiro de Danças Circulares... Sagradas www.rodadospovos.com.br
Encontro Nordestino de Danças Circulares (Recife-PE) www.encontro.nordestinodc.nom.br
Mana-maní (Belém-PA) www.manamani.org.br
Rodas da Lua Grupo Rodas da Lua (Brasília-DF) www.rodasdalua.org.br
UniLuz (Nazaré Paulista-SP) www.nazarevivencias.com.br
Giraflor (Curitiba-PR) www.dancascirculares.org
Roda de Luz (Rio de Janeiro-RJ) www.dancascircularesrj.com.br
Triom Centro de Estudos, Livraria e Editora (S.Paulo-SP)
www.triom.com.br/paginas/p04-4fr.html
enviada por Zezito
18/02/2008 15:45
DANÇANDO EM CIRCULO


enviada por Zezito
18/02/2008 15:31
OFICINA DE DANÇAS CIRCULARES
Celebrando a Renovação
Amigos (as),
Estamos na contagem regressiva para a realização de mais uma Oficina de Danças Circulares!
Inscreva-se hoje mesmo! A sua participação é muito importante!
Vivência de um conjunto de danças em círculo de vários povos e tradições, como facilitadoras no processo de encerramento e abertura de ciclos vitais.
As DANÇAS CIRCULARES SAGRADAS trazem uma nova perspectiva para os participantes destes círculos, auxiliando assim nas transformações que se fizeram necessárias para cada um encontrar o seu BEM ESTAR, melhorando a qualidade de suas vidas através da ALEGRIA, da LEVEZA e da MEDITAÇÂO."
Focalizador : Álvaro Pantoja Leite
Licenciado em Filosofia, doutorando em Ciências da Educação, educador, formador, focalizador, desde 2000, de rodas, encontros e cursos de Danças Circulares em diversas cidades brasileiras (Recife, João Pessoa, Aracaju, Maceió, Teresina, Fortaleza e Sobral).
QUANDO? Dias 08 e 09 de MARÇO de 2008, das 09h às 17h
ONDE? Na Comunidade Bom Pastor (Rua Efrem Fernandes Fontes, 65- Bairro Santos Dumont, próximo ao Terminal Rodoviário Maracaju)
QUANTO? O valor da inscrição é de R$ 70,00
ATENÇÃO: 1- Antecipe o pagamento de sua inscrição e ganhe descontos! O valor da inscrição em fevereiro será de R$ 60,00.
OBS.: Devido às despesas próprias do evento, o valor da inscrição não incluirá almoço.
2- Convide mais 2(duas) pessoas e ganhe um CD com músicas do Encontro!
OBS.: Para validar esse bônus, é necessário que a inscrição dos três participantes(aquele que convidou + os dois convidados) seja realizada em conjunto, bem como o envio dos dados de depósito, para efeito de identificação!
Para participar, siga as instruções abaixo:
1- Efetue o pagamento de sua inscrição ( Ag. BANESE 011/00 Conta Corrente: 01/017669-8 Maxivel F. da Paixão);
2- Preencha a ficha abaixo com todos os dados solicitados (incluindo a data e o número do depósito);
3- Envie-a para o seguinte e-mail: maxidesigner@hotmail.com
Data do Depósito: ......................
Número de documento/depósito: ..............................
Nome.:.............................................................................................................
End.:............................................................Bairro.:........................................
Cidade.:.........................................CEP.:........................................................
Tel.:................................ E-mail.:....................................................................
Instituição/Organização/Entidade:...................................................................
OBS.: Pedimos que sua confirmação de inscrição e depósito seja efetuada o quanto antes para que possamos nos organizar com antecedência para o Encontro!!! É IMPORTANTE portanto esse retorno por e-mail! Agradecemos desde já a compreensão, a colaboração e a participação de todos!
DICA: Você pode utilizar também, como serviço bancário, um dos vários Pontos-Banese encontrados facilmente nos diversos pontos comerciais em Sergipe, para realizar o pagamento da inscrição!
MAIS INFORMAÇÕES:
Maxivel (79) 8815-1116 / (79)3245-1766
Zezito (79) 8822-5963 / (79) 3248-6070
Itamar (Com. Bom Pastor) (79) 9965-9606
Rosivânia -- (Com. Bom Pastor) (79)9979-5877
Agradecemos o repasse dessa informação para outras pessoas interessadas!
enviada por Zezito
18/12/2007 15:25
O PRESÉPIO COMUNITÁRIO E ECOLÓGICO DO GONZAGÃO
A idéia originalmente, partiu de membros da equipe técnica do Gonzagão, aprimorada e concretizada através das mãos do artista plástico Rogério Valença, que, utilizando materiais como: garrafas pets, retalhos de tecidos, sobras de lã e fitas coloridas, restos de madeira e papelões, tintas, papéis, palha e algodão, e mais um tanto de criatividade e generosidade, resultou, pelo que nos consta, no primeiro presépio natalino construído com a base inteiramente reciclada.
A concepção do presépio envolveu, além da assistência do produtor artístico Edson Monteiro, outros integrantes do consórcio cultural do Conjunto Augusto Franco e Adjacências em forma de oficina e mutirão, contamos ainda com a mão de obra voluntária de um marceneiro na construção da estrutura da manjedoura e pessoas da própria comunidade que contribuíram com a doação de diversos materiais.
A construção total do projeto durou cerca de duas semanas e ficará exposto no Gonzagão até 06 de janeiro de 2008, durante horário comercial, e ocupando uma área de 3.0 m2 e com a altura de 2.65 cm; Pode-se facilmente identificar o lúdico e o popular nordestino através de traço da nossa cultura em detalhes como os fuxicos que decoram as roupas de alguns personagens. Detalhes que também se sobressaem na minuciosa caracterização mais requintada dos três reis magos, e na própria decoração circular, que é complementada por guirlandas feitas com peneiras, as famosas arupembas sergipanas, e uma árvore de natal rústica, feita a partir de uma esteira de palha de bananeira.
O artista plástico Rogério Valença é também coreógrafo, cantor, estilista e aderecista da quadrilha junina Asa Branca, com formação em Pernambuco e em São Paulo: onde, além da sua participação em grupos culturais e artísticos de cada região, também, integrou a comissão carnavalesca da Escola de Samba Império da Casa Verde, integrante do grupo especial paulista e se dispôs a produzir o trabalho do presépio de forma gratuita, levando em conta as dificuldades orçamentários do momento.
A realização do projeto do presépio natalino no Complexo Cultural O Gonzagão consolida a nova fase de reabertura de suas portas à comunidade, com ações e eventos culturais, educativos e socais, iniciado em 13 junho deste ano, sob a coordenação do Professor Zezito de Oliveira e assim, encerrando as suas atividades de 2007 com total comprometimento com a cultura sergipana e com os valores populares e artísticos locais.
enviada por Zezito
18/12/2007 15:21
PRESÉPIO NO GONZAGÃO - Material Base e + Edson e Jamisson

enviada por Zezito
18/12/2007 15:19
PRESÉPIO NO GONZAGÃO - Material Base

enviada por Zezito
18/12/2007 15:16
PRESÉPIO NO GONZAGÃO - Material utilizado

enviada por Zezito
18/12/2007 15:14
PRESÉPIO NO GONZAGÃO

enviada por Zezito
18/12/2007 15:11
Amigos e Amigas,
FELIZ NATAL COM FIDELIDADE ÀQUILO QUE É ESSENCIAL
Para o antropólogo Darcy Ribeiro,(in memorian), uma das coisas mais interessantes do catolicismo é que Deus todo ano renasce como um menino.
Acredito que seja para nos lembrar que a criança que mora dentro de todos nós deve ser sempre acordada.
É verdade que o modo como a maioria das pessoas celebra o Natal está bem distante do seu verdadeiro sentido, o que não nos impede de buscá-lo e de torná-lo visível através das diversas formas de expressões artísticas. No texto abaixo, a poesia das palavras procura nos trazer de volta a criança que temos dentro de nós, a qual, às vezes, deixamos bem escondida.
Que essa criança que dorme dentro de nós seja acordada e renasça alegre e contagiante, neste Natal e sempre, e que a dança, o teatro, a pintura, as histórias, a poesia, a música e o cinema ajudem-nos a tornar isso possível.
Por isso dançar, cantar, pintar, fazer poesia, escrever histórias e o que mais nossa imaginação deixar é preciso.
Viver é isso! Lembram de quando éramos crianças?
Como todos os meninos e meninas são parecidos com o menino Jesus, Ele busca estar sempre perto de nós enquanto criança, enquanto seres que ainda trazem, lá no fundo do coração, a sinceridade espontânea, a beleza cândida, o amor inocente, e a alegria serena e sonhadora dos tempos de infância.
Portanto, o coração é o primeiro lugar onde devemos procurar o verdadeiro Deus-Amor.
Zezito de Oliveira com a colaboração de Maxivel Ferreira
Tempo de Delicadeza
Por: Faustino Teixeira
Sejamos simples e calmos,
como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor de sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos!...(Fernando Pessoa)
O advento é para nós cristãos um tempo litúrgico cativante. Um tempo de atenção e expectativa, mas também de escuta e acolhida. Não é um tempo de medo e angústia, mas de paz e delicadeza. É assim que o Anjo do Senhor anuncia o nascimento de Jesus no evangelho de Lucas: Não tenhais medo! Eis que vos anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo (Lc 2,10). É essa alegria que cativa os pastores para irem ao encontro do menino Jesus: atraídos pela maravilha e pelo amor. Precisamos, sim, recuperar o Jesus menino de que fala tão lindamente Fernando Pessoa em seu poema guardador de rebanhos. O menino que escapa de um sonho no fim da primavera e desce à terra para nos oferecer tudo aquilo que os olhos podem dar: a capacidade de ver o mundo de uma forma delicada e diferente. O menino Jesus que desperta no sonho de Alberto Caeiro é a criança que nos falta: uma criança bonita de riso e natural, que corre pelas ervas e se encanta com as flores e seu sorriso é sempre aberto. É esse menino que deve habitar a nossa aldeia:
Ele é a Eterna criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que sei com toda certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina
É essa criança que nos motiva a olhar o mundo, as criaturas, as religiões de uma forma diferente: mais terna, mais simples, mais aberta e mais delicada. É a Criança Nova que nos oferece sua mão, mas que abraça também tudo o que existe. É a Criança Eterna que motiva a direção do nosso olhar, capaz de ver a presença do mistério em toda parte; que aguça os nossos ouvidos a captar alegremente o fluxo dinâmico de todos os sons. É a Linda Criança que acende em nossos corações o alento vital e a vontade de derramar vida por todo canto e levantar o que está para morrer.
O advento é tempo desse acordo íntimo com o Jesus menino que está sempre nascendo de novo na manjedoura do coração. Ele deve ser para nós o Deus que sempre vem, e nunca uma coisa já acabada. Como apontou Teilhard de Chardin de forma tão rica, Deus é, antes, para nós o eterno Descobrimento e o eterno Crescimento.
enviada por Zezito
08/12/2007 13:19
Economia Solidária ganha seis novos Centros de Formação
fonte: www.adital.com.br
A vontade de fortalecer a Economia Solidária com a formação de formadores, educadores e gestores públicos fez surgir a idéia de implantar de seis Centros de Formação em Economia Solidária em todas as regiões do Brasil. Nesta última semana, a Secretaria Nacional da Economia Solidária (Senaes) divulgou os nomes das instituições escolhidas para articular os Centros, realizando atividades formativas, de educação ou de qualificação social e profissional de pessoas voltadas para as propostas da Economia Solidária.
Uma das entidades responsáveis pelo desenvolvimento das propostas selecionadas é a Cáritas Brasileira Nacional, que ficará responsável pelo Centro Nacional, cuja sede será em Brasília (DF) e atuará na articulação dos CFES Regionais. No Nordeste, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) coordenará os cursos de formação nos nove estados da região. Já a Regional Sul (atuação em três estados) será articulada pela Escola Técnica José César de Mesquita; Regional Centro-Oeste (DF e três estados) pela Escola Centro-Oeste de Formação Sindical; Regional Norte (sete estados) pela Universidade Federal do Pará; e a Regional Sudeste (quatro estados) pelo Instituto Marista de Solidariedade (IMS).
Ao todo, foram 39 propostas inscritas e estudadas a partir do histórico de cada instituição, onde se analisaram as experiências quanto às atividades formativas ou educacionais que se referem ao Centro de Formação em Economia Solidária (CFES), assim como a infra-estrutura da instituição (espaço, equipamentos), experiência acumulada em economia solidária.
Para ser selecionada, as entidades deveriam ter, no mínimo, cinco anos de atuação na economia solidária e educação popular, além de demonstrar capacidade de articular parcerias não só estaduais, mas para todos os estados que compreendessem a região a qual se propunha representar.
De acordo com o Diretor do Departamento de Estudos e Divulgação (DED/SENAES) e Coordenador da Comissão de seleção, Roberto Marinho, apesar terem apenas uma sede em cada região, os CFES têm metas para todos os estados. "A idéia é implantar um em cada Estado", diz o diretor. Segundo ele, a intenção da Senaes é de formar 15 mil formadores em Economia Solidária até 2010.
O projeto prevê ainda a realização de dois cursos de formação por região e dois cursos estaduais, além de oficinas regionais e microrregionais que devem atender a população do interior e da capital dos estados. O valor total do projeto é de 10 milhões de reais, os quais serão divididos entre os seis CFES.
A seleção das instituições responsáveis pela implantação dos Centros foi realizada por um Comitê Avaliador formado por especialistas e articuladores da Economia Solidária no Brasil. O processo seletivo contou ainda com seminários com as instituições selecionadas, onde seus projetos e planos de trabalho para implantação dos CFES foram debatidos e orientados.
Mais informações em http://www.mte.gov.br/ecosolidaria/prog_selecao.asp
enviada por Zezito
20/11/2007 10:38
CONVITE

enviada por Zezito
19/11/2007 10:53
Caros Amigos e Caras Amigas,
Para entrar em contato conosco, via celular, o novo numero é:
79 8822-5963, caso não consiga , tente 79 9993-4483. Ou então 79 3248-6070.
o e-mail é zezito2002@ig.com.br ou ongacaocultural@yahoo.com.br
Abraços
Zezito de Oliveira
enviada por Zezito
18/11/2007 20:38
José Celso Martinez Corrêa

enviada por Zezito
18/11/2007 19:56
IÓ!
José Celso Martinez Corrêa
"POETAS, MÚSICOS, ATORES
GENTE DE TODAS AS CORES
FAÇAM ESSE FAVOR PRA MIM
QUEM SOUBER CANTAR QUE CANTE
QUEM SOUBER TOCAR QUE TOQUE
FLAUTA TAMBOR OU CLARIM
QUEM SOUBER APITAR, APITE
QUEM SOUBER GRITAR QUE GRITE
MAS FAÇA ESSE MUNDO ACORDAR..."
PRA PARAR DE MASSACRAR
CANUDOS, 3 VEZES
MASSACRADO
É NOSSO MASSACRE,
DESMASSACRADO QUE
QUER VIRAR POMAR
MARIA PADILHA, ANGELINA JOLIE
REGINA CASÉ, SUPLICY
A PRÁ LA DE PRIMEIRA DAMA DA BAHIA
FÁTIMA DE MENDONÇA, TÃO BEM MARIA
JÁ ESTÃO XAMANDO PRA ESSE DIA
"OS SERTÕES"
ENCENADO PELA ASSOCIAÇÃO TEATRO OFICINA UZYNA UZONA
SERÁ APRESENTADO NA ATUAL CIDADE DE CANUDOS
EM SUAS 5 PARTES
DE 28 DE NOVEMBRO A 2 DE DEZEMBRO
DATA COMEMORATIVA DOS 105 ANOS
DA PUBLICAÇÃO DA OBRA PRIMA DE EUCLYDES DA CUNHA,
COMO
RITO DE INÍCIO DA REPARAÇÃO NACIONAL
E INTERNACIONAL
AOS MASSACRES SUCESSIVOS
DA CIDADE DE CANUDOS
ESTE RITO
COMO OS ARCAICOS RITOS AGRÁRIOS DIONISÍACOS
SERÁ FEITO PRA TRAZER FERTILIDADE E FARTURA
NA RECONSTRUÇÃO DA ATUAL CANUDOS
EM RITMO METEÓRICO,
COMO O DA 1ª CANUDOS QUE CONSTRUÍA
13 CASAS POR DIA
RITMO AINDA NÃO CONQUISTADO
COM AMEAÇAS ATÉ DE CENSURA,
POR CAUSA DE "PINGOLINS DUROS QUE A PEÇA APRESENTA"
RITMO QUE AINDA NÃO CONQUISTAMOS
NA REPARAÇÃO DE TODOS
DOS NOSSOS PRÓPRIOS MASSACRES
E OS DE NOSSAS CULTURAS EM ASCENÇÃO,
QUE NÃO QUEREM DEIXAR-SE CAPTURAR
PELO MERCENARISMO
NEM PELO SEU IRMÃO POLITICAMENTE CORRETO: POPULISMO PURITANO DE
ALGUMAS ONGS
CANUDOS TEM INSPIRADO INÚMEROS ARTISTAS BRASILEIROS E DO MUNDO NA MÚSICA,
NO CINEMA,
NA LITERATURA, NA TV...
(por ex. o peruano Vargas Llosa "Guerra do Fim do Mundo", o húngaro Sandor Marai "Veredicto em Canudos")
MUITOS ARTISTAS, ALÉM DOS ATUADORES DO OFICINA,
ESTARÃO PRESENTES
COMO REGINA CASÉ.
MUITOS CRIARÃO INICIATIVAS DE INVESTIMENTOS
COMO FORMA DE GRATIDÃO
E AMPLIAÇÃO DA IMENSA DÁDIVA DO LUGAR
A CULTURA BRASILEIRA
O GOVERNO BRASILEIRO
QUE CONVOCOU TROPAS DO RIO GRANDE DO SUL AO AMAZONAS,
PARA A 4ª EXPEDIÇAO
QUE MASSACROU CANUDOS,
É DEVEDOR DESTA TEIMOSA CIDADE,
HOJE NA SUA 3ª TENTATIVA DE RECONSTRUÇÃO,
DESDE 1986,
ASSIM COMO TODOS NÓS BRASILEIROS.
ESTAMOS ATRAVÉS DESTES EMAILS
PRETENDENDO PRINCIPALMENTE EXCITAR:
-NÓS MESMOS, NOSSOS HUMANOS PODERES
-O PODER EXECUTIVO
- O CONGRESSO
- E O JUDICIÁRIO
PARA QUE FAÇAM CONSTAR
NO ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO,
EM CARÁTER DE URGÊNCIA
VERBAS PARA AS OBRAS DE UTILIZAÇÃO DAS ÁGUAS DO AÇUDE DE
COCOROBÓ, IRRIGANDO E FAZENDO DE CANUDOS UM VASTÍSSIMO POMAR, PLENO DE
CACHOS DE UVA,
FRUTOS TÓTENS DE DIONÍSIOS, PARA EXPORTAÇÃO.
EXCITAR
- O FOME ZERO
PARA IMPLANTAR UM SISTEMA CENTRAL DE TRIAGEM DO LIXO, GERANDO
DESENVOLVIMENTO, EMPREGO, PARA A POPULAÇÃO.
- O FEBRABAN
QUE TEM INVESTIDO PARTE DOS LUCROS BANCÁRIOS, OS MAIORES DO PAÍS,
EM PROJETOS SOCIAIS, PRINCIPALMENTE NO NORDESTE. CABE ENTRADA ESPETACULAR NESTE RITO
SIMBOLIZANDO TODAS EMPRESAS DE CAPITAL PRIVADO.
- A VALE DO RIO DOCE
PROTAGONIZANDO ESTA AÇÃO, INVESTINDO NO RESGATE HISTÓRICO E CULTURAL DA CIDADE
E DA PRESENÇA DA VALE NA IMENSA NAÇÃO SERTÃO
CONSTITUÍDA POR ESTADOS DO NORDESTE, NA SUA CAPITAL
HISTÓRICA: CANUDOS.
E A CURTO PRAZO
O MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES, ASSOCIADO AO MINISTÉRIO
DA CULTURA EM SEU PROGRAMA PARA "BANDALARGAR" CIDADES
ISOLADAS COMO CANUDOS. AS TELEFÔNICAS, A RADIOBRAS
PARA QUE LÁ INSTALEM CONDIÇÕES DE INTEGRAÇÃO DA CIDADE
NA REDE GLOBAL DE COMUNICAÇÕES.
TROCANDO EM MIÚDOS: CELULAR, INTERNET RÁPIDA, DANDO ASSIM
CONDIÇÕES DE TRANSMISSÃO DESTE RITO, VIA INTERNET PARA O MUNDO.
UM AGRADECIMENTO ESPECIAL À PETROBRAS, A MAIOR
INVESTIDORA EM ENERGIA RENOVÁVEL CULTURAL DO BRASIL
QUE CRIOU AS CONDIÇÕES PARA QUE O ESPETÁCULO
IMPOSSÍVEL DE "OS SERTÕES" DA ASSOCIAÇÃO TEATRO OFICINA
UZYNA UZONA
SE TORNASSE POSSÍVEL.
MOBILIZEMO-NOS
PARA ESTARMOS MUITOS,
JUNTOS NESTES DIAS,
EM CANUDOS,
E JUNTOS
COMEÇARMOS A CULTIVAR
O REERGUIMENTO DESTA PAISAGEM CULTURAL,
TALVEZ A MAIS SIGNIFICATIVA E FORTE DO BRASIL
VAMOS BATER OS TAMBORES
"O Amor é livre e grande demais,
para ser julgado por nós,
pobres mortais"
- Antonio Conselheiro em Os Sertões
José Celso Martinez Corrêa é Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona.
Quinta, 8 de novembro de 2007,
enviada por Zezito
15/11/2007 22:49

enviada por Zezito
15/11/2007 22:24
Caros amigos e Caras amigas,
Estamos com o texto "Outro Brasil é possivel. Outro olhar é
necessário".
http://www.overmundo.com.br/overblog/outro-brasil-e-possivel-outro-olhar-e-necessario
O qual é do conhecimento de alguns de vocês. Mesmo para quem o
conhece, vale a pena ler outra vez e navegar pelos links, que foram
escolhidos a dedo.
A publicação no overmundo amplia o acesso para mais pessoas e
possibilita reafirmar a importancia das iniciativas culturais envolvidas com os
modelos apresentados nos Fóruns Populares de Cultura e eventos
semelhantes.
O texto pode ser votado, comentado e recomendado
Abs,
Zezito
enviada por Zezito
10/11/2007 17:40
Platéia no 2º Fórum Popular de Cultura

enviada por Zezito
10/11/2007 17:30
3º FÓRUM POPULAR DE CULTURA
Perfil dos palestrantes, mediadores da roda de conversa e facilitadores das oficinas.
Abertura
Mesa Redonda: Cultura e Inclusão
Com gestores públicos e de Ongs. (aguarde confirmação dos nomes)
Sexta, 23 de Novembro, 19h30
Sábado (24 de Novembro) ás 14h30,
PALESTRAS TEMÁTICAS:
A Cultura como Agente de Transformação Social - A Escola como Pólo Cultural da Comunidade -
MARCIAL DE ARAÚJO LIMA é um artivista com uma longa estrada de serviços prestados ao desenvolvimento cultural no estado de Alagoas.
Iniciou a sua atuação no inicio da década de 60 participando ativamente das Caravanas de Cultura e da idealização e coordenação do programa radiofônico O Estudante na Vanguarda .
Nos anos 80 idealizou o Movimento Estudantil de Cultura Artística e a partir daí não parou mais de se envolver, de corpo e alma, com as questões culturais. Dentre as ações mais importante, destacam-se: Criador da Coordenadoria de Ação Cultural CorAC da Secretaria Estadual de Cultura; Idealizador e coordenador do Projeto A Escola como Pólo Cultural da Comunidade.
Na área acadêmica é licenciado em história pela UFAL e iniciou, mas não concluiu, a formação nas áreas de Sociologia - Univ. Católica (Recife- PE) e Psicologia - UFAL . Foi também professor na Universidade Federal de Alagoas e no Centro de Estudos Superiores de Maceió
Como gestor público participou do curso da gestão cultural na Escola Nacional de Administração Pública (DF) e é Ex-Secretário Municipal de Cultura de Maceió. Atualmente é Presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió (AL).
Dança-Cidadania
PAULA GONÇALVES DA SILVA Professora e Administradora. Recém formada no curso de administração, em 1999, pela Universidade Federal de Pernacbuco (UFPE), iniciou seu trabalho na Em Cena Arte e Cidadania (Recife PE) como administradora. Com o passar dos anos assumiu a coordenação administrativa e de produção cultural participando ativamente das produções dos espetáculos Na Mancha Ninguém Me Pega (2002, 2003 e 2004), Estações: Uma História de Amor Impossível (2002 e 2004) e O Quebra Nozes no Reino do Meio Dia (2005, 2006 e 2007). Também pela Em Cena Arte e Cidadania participou da equipe de replicação da experiência através de assessoria a projetos sociais e culturais em Pernambuco e fez a produção executiva do curta digital Morto Vivo, do espetáculo Cuida Bem de Mim do Liceu de Artes de Salvador e do espetáculo Versatille do Grupo Unione. Mestra em administração passou a atuar também como professora universitária a partir do ano de 2003, levando para os estudantes de administração de empresas a importância da mobilização social.
Sábado, 24 de Novembro, a partir das 19h30,
MOSTRA ARTE E CIDADANIA
(aguarde confirmação de artistas e grupos participantes)
Domingo, 25 de Novembro, a partir das 9 horas,
RODAS DE CONVERSA
Trabalhando com dança moderna, contemporânea e afro na periferia: Conquistas, potencialidades, dificuldades enfrentadas e as formas encontradas para a superação.
CRISTIANE SANTOS DOS ANJOS É estudante de pedagogia da Faculdade Pio Décimo. Começou a formação artística desde a adolescência e há dez anos trabalha como professora de dança e educadora social em projetos sócio-educativos e ongs.
Desde 1995, quando estreou se apresentando no Encontro Cultural de Laranjeiras vem constantemente participando, como artista e como estudiosa do assunto em festivais, mostras artísticas, oficinas e seminários, com ênfase para as áreas da dança moderna, contemporânea e afro, dentro e fora do Estado.
Atualmente está concluindo o curso de pedagogia na Faculdade Pio Décimo e escrevendo a monografia de conclusão do curso, que visa refletir sobre a sua experiência e a de outros colegas nos trabalhos sócio-educativo através da linguagem da dança.
Atualmente é Presidente da Cia Dançart, que tem se destacado pelo trabalho educativo com a linguagem de dança nas comunidades da capital e do interior de Sergipe, assim como em outros estados.
CARLOS HENRIQUE SANTOS. É estudante de educação física da Universidade Tiradentes. Ator, bailarino, coreógrafo e poeta. Diretor e professor na Academia Rick di Karllo. Iniciou o trabalho com a arte da dança e do teatro no inicio da década de 80 participando de oficinas culturais organizadas pelo Governo do Estado, através da Fundação Estadual de Cultura, no teatro Lourival Batista, no bairro Siqueira Campos.
Como resultado dessa participação e da presença como ator no Grupo de Teatro Amador Cenário, Carlos Henrique cria em 1988 o Grupo Opção no bairro Siqueira Campos, ao mudar para o Conjunto Eduardo Gomes participa do Grupo Origem e em 1989 cria o Grupo Pro Cena de Espetáculos.
As atividades com dança surgiu em 1987 com alunos de escolas da rede pública que buscaram dessa maneira ocupar o tempo livre. Nesse ano é criado o Grupo Fama, os ensaios no inicio eram realizados em escolas, casa de alunas, concha acústica da Praça Dom José Thomaz e no Teatro Lourival Batista no bairro Siqueira Campos. Em meados dos anos 90 o grupo passou a ter sede no Conjunto E. Gomes e no ano de 1999 passa a ter a denominação de Companhia de Dança Rick Di Karllo
Através desses vinte anos de trabalho da Cia de Dança e do Grupo Pro Cena tem-se como saldo positivo a presença no mercado de trabalho artístico de aproximadamente 20 individuos, atuando como professores de teatro e de dança, na condição de voluntários e/ou profissionais, em ONGs, Igrejas, Projetos Sociais e/ou Culturais ligados ao poder público, 2 bailarinos trabalhando em bandas de forró e 1 técnico trabalhando na área de sonoplastia e iluminação.
Teatro do Oprimido
FREDY MATOS REBOUÇAS é acadêmico de psicologia da UFS (9º período) e ator. Inciou a participação arististica no ano 2000 como ator na Cia. de Teatro Stultifera Navis, desde então foi integrante da Cia. Brincantes de Palhaçaria e do Grupo de teatro do oprimido Cruzcão. No momento é diretor e atua como palhaço no Grupo de arte circense Os Balatistas.
Em termos priofissionais está coordenando e atuando como instrutor de Teatro do Oprimido no projeto Coqueira Arte e Cidadania e é instriutor de Teatro do Oprimido no Centro de Atenção Psicosocial (CAPS A/D Primavera) ligado a Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju.
Fazendo teatro no sertão e resgatando a tradição popular da região
RAFAELA DA SILVA ALVES 21 anos, Estudante de Pedagogia, Educadora Popular e Atriz
Com 07 anos de experiência em trabalhos em comunidades rurais, Rafaela da Silva Alves, conhecida como Rafaela, iniciou sua participação social no inicio da adolescência na sua comunidade rural Maranduba - Poço Redondo SE, onde animou e deu inicio a trabalhos pastorais orientados pela paróquia. Realizado trabalhos integrados a comunidade vizinha contribuiu para fundação do Grupo de Jovens JUBC e logo em seguida com a formação do Grupo de Teatro Raízes Nordestinas, que constitui-se legalmente em 2005 como Associação Cultural Raízes Nordestinas que hoje representa uma importante referencia na cultura regional. Participou de diversos cursos de preparação de ator, é atriz, e atua em diversos espetáculos produzidos pelo Grupo, entre eles A Cabra e o Consorcio do Bode espetáculo conhecido a nível nacional e internacional. Foi eleita presidente da Associação, onde junto a um colegiado mobiliza e coordena as diversas ações e projetos, entre eles o Projeto Cabra Nossa do Edital Petrobras Fome Zero - 2006. Participou da Fundação do Fórum DLIS Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável de Poço Redondo, e contribuiu com a construção do primeiro diagnostico participativo do município metodologia do Sebrae. Em 2006 foi selecionada pelo IBAMA para participar de curso de Formação de Educador Ambiental em Tamdaré PE. Aos 18 anos foi convidada pelo governo municipal a ocupar o cargo de Diretora do departamento de Turismo da Prefeitura Municipal, onde permanece atuando e acompanhando diversas ações das secretarias municipais, destacando a educação em convivência com o semi-árido na Séc. de Educação. Com muita vontade de aprender e de partilhar experiências tem participado de diversos cursos, conferencias, redes, articulações, movimentos sociais, articulações, comitês e eventos realizados a nível municipal, regional estadual e nacional. No município realiza oficinas, seminários... com as mais diversas temáticas: meio ambiente, agricultura familiar, cultura popular,... acompanha o desenvolvimento e formação de alguns grupos jovens, grupos culturais, grupo de artesãos, associações comunitárias, cooperativas... Atualmente é presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Poço Redondo onde coordena o Projeto Ser Tão Cidadão (e suas diversas ações voltadas para a criança e o adolescente: Telecentros de inclusão digital, brinquedotecas, Coral infanto-juvenil, mini orquetra, cursos...) patrocinado pela Petrobras. É mobilizadora do Selo Unicef Município aprovado edição 2007 2008, contribuiu para que o município conquistasse o Selo Unicef na edição 2005-2006. Ama seu lugar, seu povo, sua cultura...
Por: Euziane Rafael
domingo (25 de Novembro) a partir das 14 horas,
OFICINAS
A dança como meio de inserção social.
KETULLY COSTA LEAL Dançarina e Educadora.
Iniciou seus estudos na área da dança em 1999 na Em Cena Arte e Cidadania, sendo uma das alunas mais antigas da instituição. Participou como dançarina de todas as suas produções: Na Mancha Ninguém Me Pega (2002, 2003 e 2004), Estações: Uma História de Amor Impossível (2002 e 2004) e O Quebra Nozes no Reino do Meio Dia (2005, 2006 e 2007), tendo atuado como assistente de ensaio e coreografia em diversas oportunidades. Participou de várias oficinas de formação em dança oferecidas no Festival de Dança do Recife. Em 2006, passou a atuar como monitora de dança na Em Cena Arte e Cidadania e Educadora de balé clássico na Academia Arena. Hoje, com formação de nível médio, tenta ocupar seu espaço dentro do mercado tendo a dança como instrumento de trabalho.
"Educação como ação cultural para a auto-determinação: um estudo de caso entre estudantes da periferia maceioense."
Clébio Correia de Araújo, alagoano, Mestre em Educação Brasileira pela UFAL e professor do Depto. de História da UNEAL - Universidade Estadual de Alagoas, onde leciona as disciplinas História da África, Teoria do Folclore e Cultura Brasileira. Atualmente exerce o cargo de Vice- Presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió. Pesquisador da área de cultura e relações étnico-raciais, defendeu o trabalho dissertativo intitulado "Educação como ação cultural para a auto-determinação: um estudo de caso entre estudantes da periferia maceioense." Tem ministrado palestras, mini cursos e oficinas junto a Ongs e em processos de formação de professores das redes municipal e estadual. Sua trajetória remonta ao movimento secundarista nos anos 80 e movimento de estudantes de história nos anos 90, tendo militado no movimento ambientalista de Alagoas por vários anos, trabalhando como consultor e formador em processos de educação popular envolvendo comunidades de catadores de material reciclado, pescadores, agricultores etc.
enviada por Zezito
08/11/2007 21:46
ARTISTAS DA PERIFERIA LANÇAM SEMANA DA ARTE MODERNA
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG79089-6014-487,00.htm
enviada por Zezito
04/11/2007 21:23

enviada por Zezito
04/11/2007 21:20
Caros Amigos e Amigas,
Em seu primeiro discurso, na Câmara dos Deputados, em 14 de Maio de 2003 apresentando o programa de trabalho do Ministério da Cultura (MINC) o ministro Gilberto Gil, afirmou acerca da necessidade de que fosse criado um vasto programa de apoio às iniciativas culturais que nascem, e na maior parte das vezes morrem, nas periferias e no interior do nosso país, sem que o Brasil possa se dar conta de quanto talento é capaz o seu povo.
E isso se tornou realidade com os pontos de cultura, do Programa Cultura Viva, criado pelo MINC, algum tempo após o discurso.
No entanto como a responsabilidade é de todos, não apenas do governo, a Ação Cultural propôs para diversos agentes culturais que atuam na periferia e no interior a criação do Fórum Popular de Cultura
E os Fóruns Populares de Cultura é uma iniciativa de quem já sentiu na pele as palavras do Ministro e sabe que uma das possibilidades de diminuirmos a mortalidade de tantos sonhos de beleza, alegria e paz é criarmos espaços para a troca de saberes, quereres e fazeres.
E por acreditarmos que, sonho que se sonha só é apenas um sonho e sonho que se sonha junto torna-se realidade, é que lhe convidamos para participar da realização do 3º fórum popular de cultura.
Além de se inscrever para participar, você pode divulgar o evento, ajudar-nos a buscar mais parceiros para possibilitarmos a participação do pessoal das áreas mais distantes, inclusive quanto ao transporte, colocar carro a disposição, focalizar danças circulares, agendar entrevistas na imprensa, enviar endereços e telefones de agentes culturais que atuam com/na periferia e interior etc.
Como diz a letra de uma bela ciranda: Essa ciranda {esse fórum} não é minha só, {não é da Ação Cultural somente} ela é de todos nós, ele é de todos nós.
P.S.: O texto de divulgação está também no Overmundo,( http://www.overmundo.com.br/agenda/3-forum-popular-de-cultura-1) é importante ler e votar para que o mesmo se mantenha em destaque.
Abs,
Zezito de Oliveira
Coordenador de Produção do 3º Fórum
3º FÓRUM POPULAR DE CULTURA
Juventude, Artes Cênicas e Cidadania
O Fórum Popular de Cultura, promovido pela Ong Ação Cultural em Sergipe, está na sua terceira edição. Há três anos: Idéias, informações, ações, pessoas, parceiros, experiências e resultados se encontram formando uma corrente que protagoniza cultura como promotora de qualidade de vida, união e cidadania para todos. Em cada edição, em cada organização, em cada parte que forma o todo deste projeto, e nas discussões oriundas de atitudes ou formadoras de ações durante todo o ano, é flagrante o compromisso que envolve as pessoas ao redor deste evento. A importância de cada resultado que é levado em forma de experiência entre os militantes da cultura e a troca que ocorre nestes dias de encontros, gera, sem dúvida, raízes que fortalecem a cultura.
Neste ano, o fórum, cujo tema é Juventude, Artes Cênicas e Cidadania, conta com o patrocínio do Banco do Nordeste, através do Programa BNB de Cultura Edição 2007 e pela primeira vez com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura e terá como palco de realização o Complexo Cultural O Gonzagão", localizado no Conj. A.Franco.
O evento terá inicio ás 19h30 da sexta-feira, 23 de Novembro, com posse pública da nova diretoria da Ação Cultural, mesa redonda com gestores públicos que tratarão do tema Cultura e Inclusão , apresentação do vídeo do fórum 2006 e a abertura da exposição sobre o trabalho da Ação Cultural e parceiros nos bairros de Aracaju e região metropolitana.
O retorno das atividades se dará no sábado (24 de Novembro) ás 14h30, com as palestras temáticas que abordarão: A Cultura como Agente de Transformação Social - A Escola como Pólo Cultural da Comunidade - que será apresentada por Marcial de Araújo Lima, Presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural(AL) e Dança-Cidadania com a professora e administradora Paula Gonçalves da ONG Em Cena Arte e Cidadania.(PE)
No horário da noite será realizado uma mostra artística apresentando o resultado de algumas iniciativas desenvolvidas em escolas, bairros e cidades do interior.
Já no domingo (25 de Novembro) a partir das 9 horas, o espaço estará aberto para troca de experiências entre os participantes e dois atores e professores sergipanos da área de teatro, Rafaela e Fredy, que aquecerão o bate-papo falando sobre as suas experiências, a primeira relacionada ao fazer teatro no sertão e o resgate da tradição popular da região e o segundo sobre o Teatro do Oprimido, modelo de prática cênico-pedagógica criada e desenvolvida por Augusto Boal na década de 70, possuindo características de militância, destinando-se a mobilização do público, vinculando-se ao teatro de resistência.
Ocorrerá simultaneamente o mesmo com o pessoal da área de dança que terão como provocadores do debate, os dançarinos e professores sergipanos Carlos Henrique e a Cristiane que trabalham com adolescentes e jovens em diversos bairros de Aracaju e da região metropolitana com dança moderna, afro e contemporânea e falarão sobres as conquistas, as potencialidades, as dificuldades enfrentadas e as formas que encontraram/am para superá-las.
Na tarde de domingo acontecerá as oficinas que aprofundarão os assuntos abordados nas palestras temáticas e rodas de conversas, pautados na metodologia de trabalho desenvolvida na Em Cena Arte e Cidadania, cujo foco é na dança como meio de inserção social, sob a responsabilidade da Dançarina e Educadora Ketully Costa Leal e no projeto A escola como pólo cultural da comunidade, intitulada: "Educação como ação cultural para a auto-determinação: um estudo de caso entre estudantes da periferia maceioense." sob a responsabilidade de Clébio Correia de Araújo, Mestre em Educação Brasileira pela UFAL e professor do Depto. de História da UNEAL - Universidade Estadual de Alagoas.
Em termos de resultado a Ação Cultural e os parceiros esperam desse fórum uma contribuição para ajudar na elaboração de estratégias de ação visando responder aos desafios descritos na Carta Cultural da Periferia, produto principal do 1º fórum em 2005. Como ampliar o trabalho de conscientização da juventude na perspectiva de valorização da cultura popular? Como produzir com qualidade e fortalecer a identidade cultural de nosso povo para atingir uma população com a mente massificada pela cultura de consumo imediato (a pasteurização cultural)? Como preparar pessoas competentes para trabalhar com cultura junto a crianças e jovens? Como incluir mais jovens nas ações culturais com o apoio da sociedade?
O fórum será encerrado no final da tarde de domingo esperando ter dado a sua contribuição para diminuir o isolamento e a falta de reflexão que enfraquece o potencial transformador das milhares de experiências que envolvem crianças, adolescentes e jovens e algumas centenas de adultos que não deixaram de acreditar que vale a pena continuar fazendo arte e educação popular para virar esse mundo em Festa, Trabalho e Pão como disse um dia, o poeta José Carlos Capinam.
enviada por Zezito
22/10/2007 15:24
bnb disponibiliza crédito a pequenos
empreendedores do setor cultural
Aracaju, 03/08/2007 Microempreendedores sergipanos, inclusive do setor informal, que realizem atividades culturais já podem ter acesso a uma linha de crédito específica. É que o Banco do Nordeste acaba de lançar o Crediamigo para o Setor Cultural, um programa de microcrédito produtivo orientado que oferece pequenos empréstimos para a fabricação e comercialização de artesanato (couro, palha, bordado etc), venda de comidas típicas, gravação, edição e comercialização de CDs e DVDs, serviços fotográficos, livrarias, bancas de revista, venda de livros usados, bandas de música, instrumentos musicais, entre outros itens. As vantagens na obtenção de empréstimos do Crediamigo Cultural são a liberação do crédito em até sete dias, de uma só vez, sem burocracia. Os clientes podem pegar o empréstimo para compra de mercadorias, máquinas e equipamentos, e também para reforma das instalações do local do empreendimento e da residência.
O valor do crédito é liberado de acordo com a necessidade do negócio e a capacidade de pagamento, sendo inicialmente liberado de R$ 100 até R$ 2 mil, podendo ser renovado com valor até R$ 10 mil por cliente. Durante o empréstimo, o cliente recebe acompanhamento e orientação do Assessor de Crédito do BNB para desenvolver o negócio, além da oferta de cursos de capacitação e aperfeiçoamento profissional. As condições para obtenção do empréstimo são as seguintes: taxa efetiva de juros de 1,95% ao mês, mais Taxa de Abertura de Crédito (TAC) de até 3% sobre o valor liberado; prazo de pagamento em até seis meses para capital de giro e de até 36 meses para investimento, sem carência; pagamentos fixos (quinzenais ou mensais); empréstimo em grupo de três a dez pessoas; e garantia de aval solidário ou coobrigado.
Os interessados devem procurar uma das 15 unidades do Crediamigo no Estado com os documentos pessoais (identidade, CPF e comprovante de residência). O empreendedor deve ter um negócio próprio já estabelecido há pelo menos um ano. De acordo com levantamento de demanda realizado pela Gerência Regional do Crediamigo em Sergipe, existem atualmente 1.052 clientes ativos do Programa que desenvolvem atividades culturais e, portanto, já podem contar com uma linha de crédito específica, com condições especiais, além dos microempreendedores de todo o Estado que ainda não são clientes, mas podem ter acesso aos benefícios para investir no seu negócio.
enviada por Zezito
22/03/2007 09:41
RECULTURARTE: Experiência comunitária de Arte - Educação em Aracaju
Por
José de Oliveira Santos (Zezito)
Artigo escrito em 1997
O presente artigo tem como objetivo apresentar um resgate histórico critico, a partir da vivência pessoal e do reexame da memória escrita produzida nos 06 (seis) anos de existência do Projeto Reculturarte.
O inicio da experiência, em 1989 deu-se a partir do esforço conjunto da Associação dos Moradores e Amigos do Bairro América (AMABA), do Centro Sergipano de Educação Popular (CESEP) cuja sede naquele momento estava situada no Bairro América, com a participação de membros dos grupos de jovens da Igreja São Judas Tadeu, e em alguns momentos com a participação da assistente social do posto de extensão da Fundaçao Estadual de Bem Estar do Menor (FEBEM) no bairro América.
No início de 1989 foi promovida uma série de reuniões com o intuíto de engajar um grupo expressivo de jovens num esforço coletivo de recuperação da dignidade e cidadania das crianças e adolescentes. Após algumas tentativas de elaboração de estratégias para agrupar, socializar, reeducar e formar grupos de produção e geração de renda , junto ao publico infanto - juvenil , decidiu-se utilizar a arte e recreação, considerando que devia-se partir daquilo que é mais ligado ao mundo da criança e que por isso favorece mais a sua grupalizaçao.
Com o objetivo de melhorar a capacidade de intervenção dos jovens, foram realizadas algumas atividades de formação destacando-se nesse ano a realização de um Encontro de Jovens do bairro América, que reuniu representantes de 10 (dez) grupos, incluindo alguns de bairros adjacentes. O tema do encontro foi A questão do menor abandonado em nosso meio. Esse evento buscou também ampliar a quantidade de pessoas comprometidas com a proposta de trabalho.
Em termos de ação direta com as crianças, os registros dão conta da realização de um campeonato de bola de gude em maio, uma quadrilha junina em junho, e uma tarde de lazer em outubro de 1989. O grupo de capoeira já existente na AMABA desde 1988 foi incorporado a proposta de trabalho. Outra experiência inicial foi a turma do teatro, animado por um jovem do grupo teatral da igreja e a turma da dança, animada por uma professora, responsável pela organização da quadrilha junina. A formação da cooperativa dos guardadores de carro difere das outras iniciativas pela proposta de organizar os meninos que trabalhavam em frente a igreja, para obterem maiores condições de trabalho e aumento na renda financeira. Depois de algum tempo, em virtude da falta de experiência dos jovens educadores no trato das questões ligadas ao mundo do trabalho, a alfabetização e a recreação foram incorporadas como proposta de intervenção junto aos guardadores de carros.
Com o íntuito de oferecer condições de compra de material necessário para a realização das atividades foi solicitado e aprovado o apoio financeiro da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) de Salvador-Ba.
Em Setembro de 1989 acontece a participação do assessor do Projeto Reculturarte, José da Guia Marques, e três adolescentes no II Encontro Nacional de Meninos e Meninas de Rua, que reuniu em Brasília 700 crianças e 200 educadores do Brasil e de alguns países da América Latina para a discussão de problemas gerais ligados a infância e para pressionar os políticos e autoridades visando a aprovação do estatuto da criança e do adolescente.
Esse encontro contribuiu para o conhecimento de novas linhas de trabalho e iniciou o processo de articulação regional e nacional do Projeto Reculturarte com o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua.
O I Encontro de Crianças e Adolescentes do bairro América e a passeata contra a violência foram resultados da influencia positiva do Encontro em Brasília. Esses dois eventos e o I Festival Infantil foram os momentos de maior destaque no ano de 1990. A passeata contra a violência, inicialmente prevista para ser realizada no bairro América, tornou conhecido o Projeto Reculturarte além dos limites da comunidade, em virtude da revolta de expressivos setores da sociedade aracajuana contra a ação do grupo de extermínio que assassinou quatro crianças no bairro Terra Dura.
Inicialmente, a passeata contra a violência faria um protesto contra a morte de diversas crianças e adolescentes no bairro América que, segundo versões da policia, eram causadas pelas disputas internas entre os grupos de viciados e traficantes.
A partir das denuncias de garotos sobreviventes e da comprovação da participação de policiais na chacina da Terra Dura ficou confirmado que a famosa guerra da maconha era uma intervenção de setores da policia e da imprensa. Diante disso a AMABA aceitou a proposta de outras entidades e artistas para a realização de uma mobilização de protestos em conjunto.
Alem da articulação local, a passeata foi vinculada a a campanha nacional Não Matem Nossas Crianças coordenada pelo Centro de Apoio as Populações Marginalizadas (CEAP) do Rio de Janeiro que enviou a Aracaju um representante, Ivanir Santos.
De acordo com a entrevista concedida ao Jornal de Sergipe em 27 de novembro de 1990, Ivanir Santos afirmou que sua presença em Sergipe tinha por objetivo conhecer com profundidade a real situação dos menores marginalizados do Estado. Foi surpreendente para mim, ver o Secretário de Segurança do Estado afirmar num programa local que o numero de casos de assassinatos de menores não era tão alto em Sergipe e verificar, junto aos dados da OAB, o registro de cerca de 140 mortes, disse. Ivanir Santos explicou que o CEAP deverá fazer uma investigação própria sobre a situação em Sergipe para enviar os dados a Anistia Internacional.
Prosseguindo a experiência bem sucedida de realização dos momentos de formação, foi realizado em setembro de 1990, o 1O Encontro de Educadores do bairro América. Nesse momento, foi realizado um levantamento dos avanços e dos entraves que dificultavam a melhoria da qualidade do trabalho com as crianças e adolescentes. Nesse mesmo ano foi celebrado o convênio com a Visão Mundial, que garantiu a remuneração permanente de alguns educadores e a compra de equipamentos e material de consumo para as atividades (capoeira, dança, teatro, banda afro, esporte, alfabetização, jornal e artesanato) e eventos especiais (festival infantil, retiros, passeios, encontros de educadores e festas)
Com isso o Projeto Reculturarte passou a distinguir a AMABA em relação as demais associações de moradores, pelo destaque da ação cultural, envolvendo crianças e jovens.
Em termos de ação educativa o dia-a-dia do projeto foi realizado através de uma serie de atividades em dias alternados e por eventos de formação e momentos de lazer realizados de forma esporádica.
As atividades foram realizadas na AMABA e em espaços cedidos pela Paroquia São Judas Tadeu (durante os dois primeiros anos de funcionamento do projeto) e em campos, praças, ruas e etc. Do total de tempo destinado para cada atividade, a maior parte foi empregada em ensaios e treinos, o tempo restante para conversas sobre questões internas da atividade ou assuntos de interesse das crianças e adolescentes, com destaque para a questão das drogas, violência e sexualidade.
Com o objetivo de ampliar o tempo para abordagem dos diversos temas, foi realizado em 1995 uma experiência de formação, através dos programas de reflexão: Afetividade, Zumbi dos Palmares e Solidariedade, que eram realizados durante os sábados e serviam como preparação para os retiros realizados em chácaras, escolas, e espaços da igreja (destinados para encontros de fins de semana), onde os temas dos programas de reflexão eram aprofundados.
Quanto a questão de tempo, as atividades foram realizadas com uma média de um a três encontros semanais com duração de duas horas por encontro. O numero de participantes variou de dez (teatro) até cinqüenta (banda).
Algumas atividades estiveram presentes com poucos momentos de interrupção, desde o inicio do Projeto, como é o caso da banda, da dança, do esporte e da capoeira.
A capoeira já existia na AMABA antes mesmo da criação do Projeto Reculturarte, a partir de um projeto do setor de cultura negra da Secretaria de Cultura do município (atualmente FUNCAJU). O Projeto denominado Capoeiração, de 1988, durou apenas um ano, tendo o grupo se constituído a partir da disposição do mestre Alvinho Sucuri e de alguns alunos interessados. Foi a única atividade que mereceu um estudo mais completo por parte de Rita Leolinda, estagiária de Serviço Social da Universidade Federal de Sergipe (UFS), no ano de 1990.
Segundo o relatório de pesquisa o grupo, na época (Maio a Agosto de 1990), contava com dezenove membros assíduos, da faixa etária entre 7 e 14 anos. Já naquele momento a autora apontava alguns limites e problemas, que também apareceriam em analises e discussões relacionadas a outras atividades em anos seguintes.
Rita Leolinda destacou uma grande identificação cultural ligada a capoeira e a mobilização do grupo baseada na própria atividade, embora não seja este o propósito principal do projeto, conforme percebeu a estagiária. Quanto a escolarização, O índice de repetência 60% e mais de três vezes, é alto (Rita 1990:16). A autora percebeu também certa reprovação quanto a participação do sexo feminino nos treinos e a utilização de apelidos pejorativos a alguns membros de cor negra acentuada. Quanto a participação de meninas no grupo, essa realidade foi modificada em 1993, com a entrada de algumas adolescentes no grupo, embora não tenha havido continuidade dessa participação.
Quanto a questão do preconceito racial, a proposta do programa de reflexão sobre os 300 anos de Zumbi dos Palmares (1995) incluiu o racismo como principal tema dos debates, não influenciando infelizmente a maior parte dos(as) meninos(as) das atividades.
Para o entendimento da dinâmica do projeto em 1993, visto a partir do olhar de um grupo de vinte crianças e cinco educadores que se reuniram na cidade de Propriá, vale a pena transcrevermos a síntese das várias opiniões acerca do que era bom e do que era ruim naquele momento. As coisas boas eram: alegria, brincadeira, lazer, arte, amor (que muitas vezes não encontramos na família), paz, refugio para os problemas, momento novo agora e sempre, uma forma diferente de ensinar e aprender, desejo de transformar a sociedade, Jesus presente naquilo que gostamos. As coisas ruins eram: injustiças, falsidades, engano, confusão, poucos fazem e muitos criticam, medo do projeto acabar ou dos meninos não poderem levar a frente.
Quando aquilo que diz respeito as dificuldades do relacionamento interpessoal, a não superação de muitos desses problemas provocou o afastamento de muitos educadores(as), meninos(as), assim como de sócios e dirigentes. Se isso não levou ao fim do projeto, sem duvida nenhuma quebrou um pouco o encanto inicial, já que a proposta daqueles que formularam a idéia original ia em sentido contrário as valores individualistas e competitivos que vigoram na sociedade atual.
Em termos conclusivos, embora até o ano de 1995, já que, a partir do segundo semestre de 1996, não estamos mais presentes enquanto dirigentes da AMABA, nem enquanto educadores a constatação que fazemos é que, em termos de resultados, a experiência do projeto foi feliz quanto a grupalizaçao, socialização e reforço da auto-estima de um grupo expressivo de crianças negras e pobres do bairro América. Vale lembrar o sentimento de satisfação e alegria compartilhados por muitos daqueles que estiveram presentes, tanto na condição de realizadores como na condição de convidados, quando da apresentação de produção cultural em alguns momentos, caso do festival infantil (1990 a 1994) e festa Kizomba (1995). O que se viu foi muita beleza, originalidade e sentido de cooperação por parte de todos os envolvidos. No entanto, outras medidas relacionadas a melhoria do padrão socio-economico-cultural, ou não foram levadas em conta ou as tentativas de implementá-las foram bastante tímidas. Pelo fato de ter estado presente no Projeto Reculturarte desde o inicio, confirmo as duas hipóteses.
O estudo de Rita Leolinda acerca da atividade de capoeira já apontava para a necessidade, manifestada pelos próprios meninos, do reforço escolar e cursos profissionalizantes.
Já foi dito que o Movimento Popular está em crise por não ter se preocupado com a estética e com a mística, tendo se reduzido apenas ao aspecto político.
As lições da crise da AMABA/ Projeto Reculturarte de 1993, quando a maior parte dos membros do conselho deliberativo pediu demissão, aponta em sentido contrário a afirmação anterior. No caso da AMABA/Projeto Reculturarte, uma das principais razões do racha foi a ênfase excessiva no aspecto cultural (estética). Sobre o assunto, conforme o relatório do primeiro encontro de avaliação institucional da AMABA, de Maio de 1993, a opinião do grupo dissidente a respeito dessa questão foi expressa da seguinte forma: Tendência a reduzir o trabalho da AMABA a atividades culturais. Há dois grupos perseguindo objetivos diferentes
Em minha opinião, a concepção inicial acerca da ação cultural foi pensada de forma integrada, buscando através da arte expressar os sentimentos da população do bairro América acerca da realidade de opressão e de abandono, e ao mesmo tempo, organizar e mobilizar as pessoas diretamente envolvidas, assim como os moradores em geral. Se em alguns momentos o retrato da miséria e das injustiças foi apresentado com competência, a organização e a mobilização para as conquista acerca da melhoria da qualidade de vida ficaram a desejar.
Colaboradores
Revisão Maxivel Ferreira
Digitação Irene Smith
enviada por Zezito
21/03/2007 17:02
PROJETO RECULTURARTE: UM ESPETÁCULO POSSÍVEL AO CAMINHO DO DESAFIO DA INCLUSÃO SOCIAL NO LAZER
Jussara da Silva Rosa
Luiz Carlos Vieira Tavares
Mestrandos do curso de Educação Física da UNIMEP
RESUMO: No intuito de relatar nossa experiência profissional em um projeto social desenvolvido por uma associação de moradores, é que objetivamos com este artigo trazer para a arena das discussões a possibilidade de diálogo sobre essa prática, divulgando e ampliando nossas ações, bem como, apontar possibilidades para a experiência inclusiva do lazer, e aqui no caso específico na dança, por acreditar que ela permite ao seu participante um verdadeiro sentir, pensar, agir, perceber e reagir enquanto ser humano histórico e cultural na dinâmica de suas relações.
INTRODUÇÃO
O Projeto Reculturarte é desenvolvido no Bairro América da cidade de Aracaju. O Bairro América no seu surgimento era caracterizado como suburbano, mas com o crescimento da cidade hoje já não é mais possível caracterizá-lo por este aspecto.
A história desse bairro começa com a instalação do Reformatório Penal do Estado nesta região, que a partir daí, passou a ser conhecida como Caatinga da Penitenciária.
A maioria dos presos nesta época eram do Estado de Sergipe. As suas famílias ao se deslocarem para a capital, na intenção de visitá-los deparavam-se com problemas de acomodação (abrigo) e retorno, visto que nesta época não tinha transporte diariamente. Diante dessas dificuldades as famílias dos presidiários começaram armar tendas e barracos nas redondezas da penitenciária. Porém, estas famílias não foram os primeiros habitantes, pois, já morava lá, o carroceiro e o enfermeiro da penitenciária.
O judeu José Zúkema ao observar esta situação começou a lotear estes terrenos por preços acessíveis para estas famílias e até mesmo para ex-presidiários. Não se sabe ao certo se José Zúkema era realmente dono dessas terras ou se foi apenas o loteador. Zúkema viveu muito tempo na América, mas precisamente nos Estados Unidos, foi por este motivo que ele deu a Caatinga da Penitenciária o nome de América.
Desde o seu início o bairro é constituído por uma população de baixa renda, onde a maioria dos trabalhadores são absorvidos na construção civil, no serviço público (servente, vigilante, professor), faxineiras e desempregados. As famílias são grandes, de estrutura frágil, em que a figura do esposo é freqüentemente trocada, além de possuírem grande número de filhos. Estes, por sua vez começam a trabalhar nos primeiros anos de vida para auxiliarem no orçamento de casa.
O bairro é hoje marcado por uma série de problemas sociais que vão desde os mais simples de infra-estrutura até os mais complexos e lamentáveis problemas sociais.
Foi por perceber estes problemas que um grupo de moradores do bairro sentiu a necessidade de criar uma associação que amenizasse ou até mesmo superasse tais problemas, e é a partir desta intenção que surge a Associação de Moradores e Amigos do Bairro América (AMABA).
A AMABA é uma entidade comunitária que foi fundada em 14 de abril de 1983 por um grupo de moradores preocupados com a situação de abandono do bairro, que só é lembrado pelas autoridades na época de eleições. E hoje se caracteriza por ser uma entidade profundamente comprometida e reflexiva com os problemas sociais tais como: violência, saúde, educação, ecologia e lazer.
Na intenção de obter dos governantes um compromisso mais efetivo com a população do bairro e também de bairros vizinhos, a diretoria, coordenadores e moradores se reúnem em comissão para solicitar audiência ao governador, prefeito e secretários; promove abaixo-assinados; denuncia à imprensa as irregularidades e quando é necessário promove atos públicos na intenção de sensibilizar e mobilizar a comunidade para uma atitude política diante das desigualdades e injustiças sociais.
Diante das reivindicações feitas por esta associação, a conquista de uma sede própria e a aquisição do Registro da mesma, foi bastante significativo para que o bairro ganhasse uma nova roupagem.
O bairro hoje dispõe de saneamento básico, ruas pavimentadas, segurança comunitária, arborização, instalação de espaços físicos para o lazer (praças, quadras e teatro de arena).
Outras conquistas vieram, um programa denominado Cinema nos Bairros, patrocinado pela Secretaria de Cultura do Município; um outro programa que consistia em visitas ao Centro de Criatividade, onde as crianças e adolescentes tinham a oportunidade de participar de oficinas artísticas e assistir aos espetáculos teatrais gratuitos; a criação de uma Rádio Comunitária, cujos equipamentos foram comprados com o apoio da CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço); e por fim, a criação do Projeto Reculturarte.
Este projeto nasceu da reflexão feita por alguns componentes da AMABA em conjunto com o CESEP (Centro Sergipano de Educação Popular) e com o posto de extensão da FEBEM (Fundação Estadual do Bem Estar do Menor), em cima da necessidade de estar repensando sobre a apropriação dos espaços destinados ao lazer, bem como o uso de seu conteúdo, visto que as crianças e adolescentes desse bairro não dispunham de muita opção de lazer.
Foi por reconhecer uma defasagem nos conteúdos culturais de lazer, com práticas voltadas quase que exclusivamente para o esporte (futebol) e com a utilização apenas da quadra como espaço para essa prática, que a associação investigou junto à população desse bairro de que forma eles entendiam o lazer e quais as atividades físicas de lazer eles tinham interesse em participar.
De posse dos resultados desta investigação, a associação com o intuito de desmistificar o entendimento que os moradores desse bairro e de uma forma geral a sociedade sergipana, tinham em relação ao lazer, visto que, compreendiam apenas como uma forma de descanso, divertimento, válvula de escape e coisa de desocupado ou de quem tem dinheiro, passou a desenvolver as seguintes atividades: dança, capoeira, música, teatro, artes plásticas, jogos e brincadeiras populares, esportes.
De acordo com Marcellino (1995, p.70), é preciso que o lazer, além de suas funções de descanso, evasão, e entretenimento, atenda também as necessidades de desenvolvimento cultural.
Como parte integrante da sociedade brasileira e sergipana, atuando na vida cultural e sócio-política, a AMABA tem procurado entender os conflitos sociais existentes em nossa sociedade, analisando-os e procurando encontrar formas alternativas de solução, é neste sentido que o Projeto Reculturarte funciona, objetivando por meio das atividades lúdico-culturais inserir crianças e adolescentes no convívio e na participação social.
O Projeto Reculturarte contando com o apoio financeiro da CESE e da Visão Mundial, passou a contratar educadores amadores e profissionais, para desenvolver suas atividades.
Nesta perspectiva, o projeto vem contribuindo para a ampliação do entendimento do lazer, por acreditar que este ao mesmo tempo em que possa estar desenvolvendo uma atividade alienante e conformista, pode também se apresentar como uma atividade revolucionária e transformadora a caminho da criticidade e criatividade.
Nos apoiando no pensamento de Marcellino (1998, p.156), ele nos diz que:
Apesar de tudo e embora não de modo exclusivo, é particularmente no tempo de lazer, que são vivenciadas situações geradoras de valores que poderiam ser chamados de revolucionários. São reivindicadas formas de relacionamento social mais espontâneas, a afirmação da individualidade, a consciência com, ao invés do domínio da natureza.
Compromissado com a prática da cidadania, o Projeto Reculturarte inclui o lazer como uma das dimensões culturais do ser humano, em que este é estimulado para a vivência de sua existencialidade, numa relação concreta consigo mesmo, com os outros e com o seu contexto.
Como exercício de cidadania este projeto tem possibilitado aos seus participantes o conhecimento dos seus direitos e de seus deveres, a consciência ambiental, a imaginação, a autonomia e a alegria, a criticidade e criatividade.
Ainda nos apoiando em Marcellino (1998, p. 156), o lazer:
É uma questão de cidadania, de participação cultural. Entendo por participação cultural a atividade não conformista, mas crítica e criativa, de sujeitos historicamente situados. Entendo, ainda, a participação cultural como uma das bases para a renovação democrática e humanista da cultura e da sociedade, tendo não só a instauração de uma nova ordem social, mas de uma nova cultura.
A nossa relação direta com esse projeto ocorreu por meio da dança. Em 1993, surge a oportunidade de ministrar aulas de dança nesta associação, o que nos deixou bastante motivados, bem como inseguros frente as dúvidas que tínhamos em relação ao conteúdo e ao estilo de dança que ensinaríamos naquela comunidade.
As crianças e adolescentes que freqüentavam esse projeto manifestavam um certo fascínio pela dança afro e pela dança de rua como uma forma de protesto, talvez por conta dos movimentos de luta e resistência contra as injustiças sociais que esta associação desenvolvia.
Foi então aí a nossa maior escola de dança, aprendemos bastante com aquelas crianças e adolescentes. Foi lá também que começamos a refletir sobre o corpo que dança, pois, nos víamos na missão de ensiná-las o que na verdade não compreendíamos, encontrando-nos completamente descontextualizados da história daquela comunidade, bem como daqueles corpos. Corpos que tinham fome e sede de aprender, corpos que desejavam veemente uma oportunidade de se fazer presente no mundo, corpos que buscavam a liberdade e autonomia e que acreditavam na felicidade.
Como acreditávamos na dança como uma forma de linguagem da expressão humana e enquanto tal, uma obra de arte aberta a diversos sentidos e significados, fizemos a opção de desenvolver nossas ações nesta perspectiva. Visto que, a dança enquanto obra de arte aberta e inacabada pode estar representando a possibilidade do movimento constante da criação e reflexão por meio da experiência vivida. Ela pode ainda possibilitar ao corpo dançante uma transcendência temporária de sua cotidianidade, não como forma de fuga, mas como condição de reflexão de sua realidade.
Assim, a poética do corpo dançante configura-se na vivência da corporeidade, que é experiência perceptiva da realidade sensível.
Como experiência vivencial, a dança proporciona um perceber-se presente no sentido estético da corporeidade e motricidade.
Para Dantas (1999, p.28):
O movimento do corpo dançante designa um deslocamento, uma transformação e identificação com impulso corporal, com a capacidade de projeção do corpo no tempo e no espaço. Um corpo ao dançar, entrega-se ao ímpeto do movimento, deixando-se deslocar e transformar. Ele atravessa o espaço, joga com o tempo, brinca com as leis, diverti-se com o seu peso, provoca dinâmicas inusitadas.
Nesta entrega ao movimento, desenvolvemos uma atmosfera muito agradável. Utilizamos a improvisação por ser um jogo em que sua principal regra é estar aberto e sensível as propostas que vão surgindo. Dantas, (1999, p. 102) nos diz que:
Há na improvisação uma predisposição para atuar de acordo com o momento: o improvisador está pronto para transformar toda circunstância em ocasião, todo acidente em possibilidade e se dispõe a explorar constantemente a memória à procura de soluções inusitadas para as situações criadas pelo jogo.
Neste sentido, as pesquisas e composições coreográficas que desenvolvíamos neste projeto já não eram mais uma iniciativa só nossa, mais sim de todo um grupo. Essa construção ocorria na coletividade, o que nos aproximava cada vez mais por meio do diálogo e do encontro.
Para Pinto (2004), o diálogo deve ser corporificado no sentido de estar atuando contra as desigualdades de oportunidades e concretizando a possibilidade de acesso a melhores condições de vida.
Ainda para Pinto (2004, p. 200):
O diálogo, aberto, sem preconceitos, sem querer tirar vantagem em tudo, considerando os sonhos pessoais e coletivos, é o caminho que vejo como mais promissor nesse sentido. A construção de conhecimento e intervenção voltadas à qualidade de vida implica, pois, possibilidades de politização, ou melhor, de conscientização sobre o que é vivido [...] Neste sentido, os problemas surgidos nas nossas intervenções devem ser tratados como oportunidade de educação lúdica para a autonomia: escolhas, negociações, tomadas de decisão e participação coletiva.
O ser humano autônomo no contexto do nosso trabalho, é aquele que se indigna com caminhos já percorridos e pré-estabelecidos, arriscando-se em novos horizontes e desbravando novos rumos traçados por ele mesmo, com possibilidades inclusive de superação dos seus limites.
Na dança o ser humano autônomo transcende o corpo oprimido na busca de sair da acomodação para a transformação, deslocando-se da ingenuidade para a criticidade e criatividade. É a possibilidade de se estabelecer redes de conexões para a conservação ou revolução da concretude histórica do ser humano. Falar de transcendência do corpo oprimido, portanto, é o mesmo que falar de desejos, relações e mudanças deste corpo. [...] Transcender é, então, matar a morte para que a vida viva (LIMA JR., 1998, p.27).
É exatamente nesta recusa da opressão que a AMABA, vem desenvolvendo o Projeto Reculturarte, criando novos mecanismos de libertação, para que crianças e adolescentes continuem expressando de forma intensa e significativa a sua existência. Desta forma, a dança enquanto uma das atividades desenvolvidas por este projeto e enquanto uma das manifestações do ser humano tem representado um desses mecanismos para sua expressão.
CONCLUSÃO
A inclusão cultural no lazer e aqui no caso específico da dança, só se constituirá enquanto aprendizagem significativa seja na associação, na escola, na rua, no barracão ou no palco a partir do momento que valorizar o corpo dançante enquanto corpo-sujeito, que traz em si as marcas de sua cultura, que é um corpo que na sensibilidade perceptiva de sua existencialidade conta, faz e refaz história, na dimensão de seu próprio tempo e espaço.
Acreditamos que seja nesta perspectiva que a dança possa contribuir com a inclusão social e cultural no lazer, possibilitando ao corpo dançante por meio da experiência lúdica e artística, o encontro com corpos que dançam, com corpos que assistem e com o mundo, rompendo com o silêncio que esses corpos carregam em si por conta de uma educação autoritária e alienante, e por conta de um modo de produção que só visa o consumo, resgatando nos mesmos a imaginação, o prazer, a auto-estima e, a coragem de desbravar novos caminhos, por meio das experiências vividas, percebidas e sentidas.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
DANTAS, Mônica. Dança o enigma do movimento. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1999.
LIMA JR., José. Corpoética, cosquinhas filosóficas no umbigo da utopia.São Paulo: Paulinas, 1998.
MARCELLINO, Nelson C. Lazer e humanização. Campinas: Papirus, 1995.
_____________ . Educação Motora e Políticas Públicas. In: I Congresso Latino-Americano de Educação Motora. II Congresso Brasileiro de Educação Motora. Foz do Iguaçu. 1998.
PINTO, Leila Mirtes S. M. Educação Física, Corporeidade, Lazer: Diálogos com Amigos sobre Riscos a Correr. In: MOREIRA, Wagner. e SIMÕES, Regina (Orgs) Educação Física, Intervenção e Conhecimento Científico.Piracicaba: Editora Unimep, 2004.
enviada por Zezito
01/03/2007 21:31
RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA ONG AÇÃO CULTURAL 2006
Oficina de Dança na Casa Santa Zita no bairro Siqueira Campos em parceria com a Companhia de Dança Rick di Karllo. Esse trabalho foi iniciado em novembro de 2005 e está prosseguindo. Conta com a participação de 10 meninas/adolescentes. O trabalho é voluntário e está sob a coordenação de Valéria da Academia Rick di Karllo.
Edição do blog http://acaocultural.blig.ig.com.br O blog foi criado em fevereiro de 2006 e tem sido uma importante ferramenta de comunicação. Ainda está muito básico, mas é o que podemos ter no momento.
Almoços Culturais na sede da Ação Cultural em 05 de fevereiro e 17de setembro de 2006 com uma média de participação de 10 pessoas. (dirigentes, sócios e amigos da Ação Cultural).
Edição do boletim de informação da Ação Cultural. Foram editadas três edições A quantidade de jornais por edição é de 1000 exemplares.
Oficina de teatro com jovens do bairro Coqueiral em Aracaju. Essa oficina foi iniciada em Março, mas o trabalho foi interrompido em função dos interesses imediatos dos adolescentes e jovens da comunidade que se chocaram com os objetivos de médio e longo prazo da proposta de trabalho. Participação inicial de 15 adolescentes e jovens. O trabalho era voluntário e esteve sob a coordenação do ator amador e tesoureiro da Ação Cultural, Denisson dos Santos.
ENVIO DO PROJETO DO PROJETO II FÓRUM POPULAR DE CULTURA DE SERGIPE EDIÇÃO 2006. PARA A COORDENADORIA ECUMENCIA DE SERVIÇO (CESE) LOCALIZADA EM SALVADOR-BA. O PROJETO FOI SELECIONADO EM ABRIL PARA RECEBER APOIO FINANCEIRO DA INSTITUIÇÃO.
Oficinas Ecarte (Educando com Arte) - Teatro e Dança - no Conjunto Jardim, município de Nossa Senhora do Socorro com o patrocínio do Colégio Leão Magno Brasil. Inicio em Julho e término em Dezembro de 2006. Contou com uma média de participação de 50 adolescentes e jovens. Os oficineiros receberam uma pequena ajuda de custo.
REALIZAÇÃO DO II FÓRUM POPULAR DE CULTURA EM 05 E 06 DE AGOSTO DE 2006 TEMA A INSERÇÃO DOS JOVENS NA SOCIEDADE ATRAVÉS DA ARTE - no Espaço Sebrae em Aracaju. Participação de 70 pessoas.
09 E 10 DE SETEMBRO DE 2006 (2ª FASE) Palestra e Oficina do Teatro do Oprimido Na União dos Moradores do bairro Getimana (Aracaju) Participação de 20 adolescentes e jovens.
Participação de Zezito na 4ª Semana Social Brasileira MUTIRÂO por um novo NORDESTE Articulação das forças sociais 24 a 27 de agosto Promoção CNBB e Arquidiocese de Aracaju.
Preenchimento de questionário apresentando a experiência do Grupo Pro Cena de Espetáculos e Fórum Popular de Cultura para compor o mapeamento de experiências de cultura popular organizado pela Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. As informações serão disponibilizadas na internet e algumas serão escolhidas para receber um aporte financeiro. Atividade realizada no mês de setembro.
Participação do Diretor-Presidente, José de Oliveira Santos Zezito, como delegado no I Encontro Sul-Americano das Culturas Populares e no II Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares em Brasília promovido pelo Ministério da Cultura, no período de 14 a 17 de setembro.
Participação do sócio colaboradora e artesã Irene Smith na oficina de formatação de projetos culturais para a edição 2007 do concurso do BNB. Setembro de 2006 em Aracaju.
Participação do Diretor-Presidente, José de Oliveira Santos Zezito , como palestrante no Fórum de Debates da Mostra Sesc Brasil 60 anos, apresentando o tema Cultura e Lazer, um caminho para inclusão social no dia 09 de Novembro em Aracaju.
Participação de dirigentes e colaboradores, Zezito, Irene e Valéria, nos módulo I, II e III do curso de Gestão Cultural promovido pela Rede Sergipe de Cultura nos meses de agosto, outubro e dezembro, em Aracaju.
Participação da sócia colaboradora e artesã Irene Smith no curso Costurando Positivamente promovido pelo Movimento Popular de Saúde e Delegacia Regional do Trabalho no período de agosto a dezembro em Aracaju.
Apoio a II Mostra Novembro Negro que tem a frente o sócio colaborador e poeta Carlos Augusto Reall, cuja abertura se deu em 20 de Novembro de 2006 na Biblioteca Pública Clodomir Silva, em Aracaju.
Apoio a iniciativa de mapeamento de experiências sociais com arte e cultura que envolve jovens no Estado de Sergipe, promovida pela Ong Centro de Estudos em Políticas Públicas do Rio de Janeiro no mês de novembro.
Viagem de intercambio a Recife e Olinda para conhecer experiências exitosas de arte e cultura que envolve adolescentes e jovens da periferia. Foram visitadas a Escola Pernambucana de Circo, o Centro Nordestino de Animação Popular, a Escola Municipal Nadia Colaço e a Sociedade Religiosa Africana Santa Bárbara Ile Axé Oya Megue Nação Xambá. Viajaram no mês de dezembro os dirigentes Zezito e Maxivel.
ENVIO DE DOIS PROJETOS PARA O CONCURSO DE PROJETOS CULTURAIS DO BNB EDIÇÃO 2007. O PROJETO III FÓRUM POPULAR DE CULTURA DE SERGIPE EDIÇÃO 2007 FOI ESCOLHIDO NO MÊS DE DEZEMBRO PARA RECEBER APOIO FINANCEIRO DA INSTITUIÇÃO.
Divulgação das iniciativas culturais da ong Ação Cultural na imprensa ou apoiadas pela entidade.
Conjunto Jardim Seção Opinião do Leitor texto de José de Oliveira Santos Jornal Cinform 24 a 30 de abril de 2006.
Agradecimento Seção Opinião do Leitor Texto de José de Oliveira Santos Zezito Jornal Cinform 05 a 11 de junho de 2006
AÇÃO CULTURAL PROMOVE 2º FÓRUM POPULAR DE CULTURA Reportagem Cinformonline 11 de julho de 2006
II FÓRUM POPULAR DE CULTURA Noticia - www.overmundo.com.br 24 de julho de 2006
FÓRUM POPULAR Noticia - Seção Inclusão Social Jornal da Cidade 27 de julho de 2006
Precisamos de mais pastores Artigo José de Oliveira Santos Zezito - Jornal Cinform 10 a 16 de julho de 2006
ABERTAS INSCRIÇÕES PARA FÓRUM POPULAR DE CULTURA Informativo On-Line - Noticias Minc/ RR NE Sergipe 31 de julho de 2006.
FÓRUM DEBATE INCLUSÃO DE JOVENS ATRAVÉS DA ARTE. Noticia - Agenda Prioridade Absoluta/ONG Missão Criança, sugestão de pauta para a imprensa, acesso em 09 de agosto de 2006.
Com arte e com afeto artigo de autoria de José de Oliveira Santos Zezito www.overmundo.com.br 03 de agosto de 2006
Com arte e com afeto artigo de autoria de José de Oliveira Santos Zezito www.missaocriançaaracaju.org.br 07 de agosto de 2006.
Um outro mundo é possível, um outro olhar é necessário artigo da autoria de José de Oliveira Santos Zezito www.artecidadania.org.br 08 de agosto de 2006
CULTURA EM DESTAQUE NOTICIA - REVISTA PERFIL Nº 84 - AGOSTO DE 2006. (REFERENTE À REALIZAÇÃO DO II FÓRUM POPULAR DE CULTURA).
Quando cultura virar prioridade (Classe artística e produtores discutem o que desejam do próximo governo em relação à área) Reportagem com a participação de José de Oliveira Santos Zezito Jornal Cinform 21 a 27 de agosto de 2006
O Brasil (re) conhecendo o Brasil Seção Opinião do Leitor Jornal Cinform 30/10 a 05 de Novembro de 2006.
2ª Mostra Novembro Negro Noticia Jornal Cinform - 20 a 26 de novembro de 2006
Escolas de democracia Artigo José de Oliveira Santos Zezito Jornal Cinform 20 a 26 de novembro de 2006
BNB DE CULTURA NOTICIA JORNAL CINFORM 25 A 31 DE DEZEMBRO DE 2006 (REFERENTE À ESCOLHA DO PROJETO DO III FÓRUM POPULAR DE CULTURA PARA SER CONTEMPLADO COM RECURSOS DO BANCO DO NORDESTE NO ANO DE 2007)
enviada por Zezito
24/01/2007 19:31
Imyra, Tayra, Ipy
Ricardo Schott
Em: 19/11/2005
Que a MPB é repleta de discos desconhecidos e artistas subestimados, disso ninguém tem a menor dúvida. Está aí Imyra, Tayra, Ipy, disco do cantor Taiguara, lançado originalmente em 1976 pela EMI-Odeon, para provar isto. O álbum está, atualmente, disponível em CD no Japão pela EMI-Toshiba, e nunca foi resgatado no formato digital em seu país de origem. No Brasil, por sinal, o disco é pouco conhecido até mesmo em LP. Perseguido pela censura graças às suas canções de cunho político - apesar de famoso por sucessos românticos como "Universo no teu corpo", Taiguara foi até mais censurado do que artistas como Caetano Veloso e Chico Buarque, com cerca de 90 canções vetadas - o cantor conseguiu a "proeza" de ter seu disco retirado à força das lojas apenas 72 horas depois de seu lançamento.
- Algumas informações indicam que o disco foi retirado de algumas lojas até antes disso - informa Imyra Silva, filha do cantor, falecido em 1996 - Uma fã contou que o dono de uma loja a avisou sobre o lançamento na mesma manhã e, como ela estava sem dinheiro, ele deixou que ela levasse o disco para pagar no próximo dia. Ela levou o LP, voltou à loja no dia seguinte e descobriu que tinha sido uma das poucas privilegiadas a adquirir o disco. A censura militar retirou todos os exemplares do estoque em menos de 24 horas.
Citado recentemente como um dos discos preferidos do cantor Lenine - que diz ter aberto a cabeça para a música brasileira graças a ele - Imyra, Tayra, Ipy poderia ser considerado um marco da MPB, não fosse a censura. O disco mistura, em doses iguais, brasilidade, psicodelia, progressivismos, experimentações e preciosismo orquestral, em faixas como "Aquarela de um país na lua", "Delírio transatlântico e chegada no Rio", "Samba das cinco", "Sete cenas de Imyra" (em homenagem à filha, então um bebê) e "Como em Guernica", claros cruzamentos entre Tom Jobim, Villa-Lobos e grupos prog como o Gentle Giant.
Ajudado por amigos como Hermeto Paschoal e Wagner Tiso, Taiguara fez arranjos, regeu e teceu odes à liberdade nas letras, o que não agradou nada à censura vigente, que já o conhecia de outros carnavais. Só para se ter uma idéia, o álbum surgiu logo após o retorno de Taiguara - que era uruguaio naturalizado brasileiro - ao país. O cantor ficara quase dois anos em Londres, onde chegou a gravar um disco até hoje inédito, e igualmente censurado. Detalhe: Let the children hear the music, o tal disco, tinha 90% de suas letras em inglês!
- Meu pai sofreu muitos problemas com a censura, mais do que o público geral imagina. A historia deste LP está perto de ser esclarecida. São gravações que haviam sido dadas por perdidas até pelo meu pai, pois ele mesmo as retirou do estúdio. Ele temia que fossem destruídas pelos agentes da censura e deixou os tapes aos cuidados de uma pessoa na França, a qual ele nunca mais conseguiu encontrar. Mas, esta é uma historia muito longa, de muitos anos, que vamos reconstituir - diz Imyra, que vem investigando tudo a respeito do disco.
No período de exílio, Taiguara aproveitou para estudar música e observar o Brasil de longe.
- Ele gravou Let the children..., se aprofundou nos estudos de composição e arranjos no Ghildhall School of Music e tocou com a orquestra sinfônica de Londres. Também foi uma experiência importante para que ele pudesse ver a situação de seu país com maior clareza. Ele compôs canções lindíssimas, que falavam da saudade de sua terra, o sofrimento de seu povo e a opressão do governo durante esta época.
Essa experiência vazou para Imyra, Tayra, Ipy, que foi cuidadosamente gestado nos antigos estúdios da velha Odeon, em Botafogo. Hiper-elaborado, o disco trazia capa dupla e uma série de encartes, com desenhos, fotos (documentando com riqueza de detalhes o processo de gravação) e letras rascunhadas. Entre os detalhes do encarte, há uma divertida seqüência de fotos que mostra o multi-músico Hermeto Paschoal deitado no chão do estúdio, enrolado em folhas de papel, gravando metais para o disco.
- O time de músicos que se uniu para gravar o LP é algo raro na historia da MPB. Foram mais de 80 músicos, todos talentosíssimos em suas respectivas funções - diz Imyra, aproveitando para revelar um caso pitoresco a respeito de seu pai - Ele era muito perfeccionista. O Nivaldo Duarte, técnico de mixagem do LP, teve que se internar em uma clinica de recuperação após as gravações. Ele estava com estresse agudo, devido a dificuldade de satisfazer os ouvidos exigentes do Hermeto Paschoal e do Taiguara.
Outra grande dificuldade foi a de driblar a censura, que não deixou Taiguara em paz. O cantor foi obrigado a assinar o álbum inteiro usando seu sobrenome (Chalar da Silva) como nome "artístico". A mãe de Imyra, Gheisa Chalar da Silva, teve de assinar as canções mais politicamente incisivas do disco, "Público", "Situação" e "Terra das palmeiras", todas escritas por Taiguara. O encarte indicava que as músicas tiveram problema de "edição" - um eufemismo dos brabos para a censura violenta que rolava nos anos 70.
- Na época, o relacionamento dele com os censores já havia se deteriorado. O conteúdo das letras já não importava, o problema era obviamente pessoal. Já não queriam nem escutar o nome Taiguara. Independente do conteúdo, canções da autoria dele já eram, na maioria das vezes, automaticamente vetadas. - diz.
Para evitar que o disco permaneça desconhecido em seu próprio país, Imyra criou recentemente o site www.taiguara-imyra.com, contando histórias do álbum. Lá, é possível assinar uma lista pedindo o repatriamento do disco, conhecido no Japão e ignorado por aqui. As adesões podem ser feitas diretamente neste link.
- O Imyra, Tayra, Ipy é um trabalho que nos foi negado pela ditadura há quase três décadas. Não é justo que só o Japão possa desfrutar de uma parte tão importante de nossa herança cultural. O reconhecimento internacional é maravilhoso, mas o disco deveria estar disponível primeiramente para venda no mercado brasileiro. É uma situação lastimável. - afirma a filha do cantor. - A campanha é um apelo à EMI para disponibilizar esta obra aqui, para que todos nós possamos ter acesso a este disco em nossas lojas.
enviada por Zezito
22/01/2007 17:55
AGRADECIMENTO A DOM LESSA.
Apoio à Cultura. Renovar e investir numa nova mentalidade histórica voltada para as classes mais populares. Sergipe tem cultura. Nosso povo merece ser produtor e protagonista; não apenas consumidor. É preciso sonhar e dar, nesse campo, espaço para a nossa sofrida JUVENTUDE. Essa também é uma preocupação da Igreja.
Iniciativas, no âmbito do artesanato de qualidade, para os sertanejos, com garantia de mercado, farão desses desvalidos sujeitos de sua própria história, fazendo valer o que Euclides da Cunha vislumbrou: O Sertanejo é, antes de tudo, um forte.
Queremos confiar à proteção de Nossa Senhora da Conceição, a Rainha da Paz, todos os que estarão, no seu governo, empenhados na construção de uma educação verdadeiramente cidadã, capaz de contemplar os aspectos da cultura popular, que cultive os valores de cada comunidade, de cada região.
As palavras acima proferidas pelo Arcebispo de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa, na missa de posse do Governador de Sergipe, Marcelo Deda, foram recebidas com uma alegre surpresa por parte de artistas, gestores, agentes culturais, produtores e pesquisadores da área cultural em virtude da preocupação com arte e cultura, comumente ficar de fora ou serem consideradas como algo secundário nos pronunciamentos da maioria das lideranças religiosas, sindicais, políticas e dos movimentos sociais.
O mais corriqueiro é a utilização de artistas e grupos culturais para arregimentar pessoas e diminuir o tédio dos encontros, congressos, passeatas e comícios.
Com esse gesto, o nosso arcebispo se coloca no rol daqueles que defende que assim como as fontes de águas límpidas estão comprometidas pelo atual modelo de desenvolvimento predatório e insano, as fontes de criatividade e de beleza que brotam no meio do povo - através das manifestações artísticas populares - também secarão, frente à força avassaladora da cultura de massa e de consumo, caso não sejam salvas através do aumento do investimento em pesquisa, intercâmbio e divulgação.
Da parte da Ação Cultural continuamos insistindo que, se a arte e a cultura não resolver os graves problemas que assola a população em nosso estado , tampouco sem incluir essa dimensão na agenda do desenvolvimento os novos gestores públicos lograrão pleno êxito no esforço de melhorar a qualidade de vida dos sergipanos.
Nessa perspectiva, agradecemos a dom Lessa pelas suas palavras durante a homilia, e esperamos da parte dos novos gestores públicos, que tomaram posse no dia 1º de janeiro de 2007, que dentro de algum tempo os apelos de todos aqueles envolvidos com a arte e a cultura se transformem em ações permanentes e consistente, como tem acontecido no âmbito federal através da excelente gestão do ministro da Cultura, Gilberto Gil.
José de Oliveira Santos Zezito
Professor de História, Diretor-Presidente da Ong Ação Cultural.
Texto publicado na edição 1240, de 15 a 21 de janeiro de 2007, do Jornal Cinform, caderno municípios, seção opinião pessoal.
enviada por Zezito
26/12/2006 15:40

enviada por Zezito
26/12/2006 15:26
ENTREVISTA COM O DIRETOR-PRESIDENTE DA
AÇÃO CULTURAL
JOSÉ DE OLIVEIRA SANTOS ZEZITO
Publicada na edição impressa do Informativo da Ação Cultural Março de 2006
JAC: Como surgiu a Ação Cultural?
ZEZITO: Surgiu efetivamente a partir das reuniões da Rede PROVAI (Rede de Agentes do Programa de Valorização de Iniciativas Culturais), no ano de 2004. Na ocasião, reunimos artistas, produtores culturais da periferia e educadores, que concluíram que se fazia necessário criar uma entidade que possibilitasse a representação jurídica para fazer jus às exigências colocadas pelo poder público e pela sociedade em geral, no que diz respeito à busca de apoio e patrocínios para garantir a consolidação e ampliação das atividades culturais.
JAC: Quais as principais conquistas obtidas?
ZEZITO: No ano de 2004, ainda como Rede PROVAI, conseguimos a aprovação pela câmara de vereadores da lei que cria o programa VAI e que depende da FUNCAJU para que cumpra sua finalidade, que é destinar um pequeno subsídio financeiro para projetos culturais das comunidades.
Já como Ação Cultural, conseguimos realizar o I Fórum Popular de Cultura, em 2005, que resultou na Carta Cultural da periferia. Como eu disse numa reunião com artistas em Pirambu, a Carta nos aponta a direção que o movimento cultural deve tomar se quiser mudar os rumos dessa história de desinteresse e descaso que o poder público e uma parcela expressiva da sociedade têm pela cultura. Lembro de uma frase conhecida que diz: Nenhuma corrente de ar ajuda o navegador que não sabe aonde quer chegar. A carta nos dá pistas interessantes de aonde chegar (objetivos) e como chegar (método).
JAC: Que pistas são estas?
ZEZITO: Destaco como uma das mais importantes aquelas que tratam dos aspectos relacionados aos limites dos próprios artistas e produtores. Achei muito importante esse aspecto porque é mais fácil criticar e cobrar dos outros do que de nós mesmos. Considero um sinal de maturidade que espero contribua para um crescimento interno e interior dos agentes culturais; no primeiro caso enquanto segmento social, no segundo como indivíduos. Vale a pena transcrevermos algumas frases: É preciso superar o estrelismo e o individualismo existente no meio artístico; Falta amor próprio e auto respeito por parte dos artistas e produtores. Um exemplo é a falta de iniciativa de muitos artistas e grupos populares que ficam esperando o financiamento de projetos por parte do governo; Sofremos muito com o imediatismo do próprio artista, reconhecemos que precisamos nos organizar mais, e o fórum é o caminho para essa perspectiva de um futuro melhor; Há necessidade de se unir os grupos para fortalecer as ações culturais.
JAC: Quais são as perspectivas da associação para o ano de 2006?
ZEZITO: Esperamos realizar o fórum popular 2006 com uma estrutura maior. Para isso estamos enviando o projeto para as agências de cooperação e empresas estatais visando obter o apoio financeiro necessário. Como não é um projeto caro e que tem como objetivo buscar a capacitação de agentes multiplicadores para melhorar a qualidade dos trabalhos quanto aos aspectos metodológicos esperamos ser bem sucedidos. Trata-se de focalizar nesse segundo e nos próximos fóruns as questões relacionadas ao como fazer melhor, que é, nas palavras de Álvaro Pantoja, do Centro Nordestino de Animação Popular, um dos aspectos mais importantes para o sucesso de um projeto sócio-cultural. A Carta Cultural apontou alguns desafios nesses aspectos da metodologia e através das palestras e oficinas esperamos enfrentá-los.
JAC: Que desafios são esses?
ZEZITO: Mais uma vez é importante retomarmos a leitura da Carta: Ampliar o trabalho de conscientização da juventude na perspectiva de valorização da cultura popular; Produzir com qualidade e fortalecer a identidade cultural de nosso povo para atingir uma população com a mente massificada pela cultura de consumo imediato (a pasteurização cultural); Preparar pessoas competentes para trabalhar com cultura junto a crianças e jovens; Incluir mais jovens nas ações culturais com o apoio da sociedade.
O projeto do fórum 2006 se propõe a reunir artistas/intelectuais orgânicos que darão uma importante contribuição para nos ajudar a encontrar pistas, alternativas, dicas, etc. relacionados a essas questões.
A entrevista continua na próxima edição!
enviada por Zezito
26/12/2006 15:09
Desejo a vocês...
Fruto do mato . Cheiro de jardim . Namoro no portão . Domingo sem chuva . Segunda sem mau humor . Sábado com seu amor . Filme do Carlitos . Chope com amigos . Crônica de Rubem Braga . Viver sem inimigos . Filme antigo na TV . Ter uma pessoa especial . E que ela goste de você . Música de Tom com letra de Chico . Frango caipira em pensão do interior . Ouvir uma palavra amável . Ter uma surpresa agradável . Ver a Banda passar . Noite de lua cheia . Rever uma velha amizade . Ter fé em Deus . Não ter que ouvir a palavra não . Nem nunca, nem jamais e adeus . Rir como criança . Ouvir canto de passarinho . Sarar de resfriado . Escrever um poema de Amor . Que nunca será rasgado . Formar um par ideal . Tomar banho de cachoeira . Pegar um bronzeado legal . Aprender um nova canção . Esperar alguém na estação . Queijo com goiabada . Pôr-do-Sol na roça . Uma festa . Um violão . Uma seresta . Recordar um amor antigo . Ter um ombro sempre amigo . Bater palmas de alegria . Uma tarde amena . Calçar um velho chinelo . Sentar numa velha poltrona . Tocar violão para alguém . Ouvir a chuva no telhado . Vinho branco . Bolero de Ravel .
E muito carinho meu.
(Carlos Drummond de Andrade)
Tudo isso neste Natal e no ano que vem, inteiro, inteiro.
Deise Nascimento
Zezito de Oliveira
enviada por Zezito
24/07/2006 21:56
CARTA ABERTA AOS CANDIDATOS AO GOVERNO DO ESTADO, AOS CANDIDATOS AO CONGRESSO NACIONAL, A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, AOS PREFEITOS E VEREADORES ELEITOS E A SOCIEDADE SERGIPANA.
Daqui pra frente tudo vai ser diferente Roberto Carlos
Que o passado abra os presentes pro futuro, que não dormiu e preparou, o AMANHECER - Taiguara.
Daqui pra frente, queremos a população participando da definição dos princípios e diretrizes da política cultural do Estado e do Município através da convocação de conferências de cultura de dois em dois anos.
Queremos o controle social da política cultural do Estado e do Município através da instalação de um conselho de cultura que seja deliberativo e representativo da diversidade cultural, e não apenas das belas artes e de seus artistas consagrados. No conselho de cultura democrático e plural deve entrar também os representante do hip-hop, das bandas de rock, de reggae, dos grupos de capoeira, dos mestres e dos brincantes da cultura popular.
Na nova política cultural queremos que aquilo que a população da periferia e do interior produz seja apoiado e potencializado. São muitos grupos de capoeira, de folclore, de dança, música, teatro e quadrilhas juninas que se reúnem nas escolas, nas associações de moradores, nas igrejas, e que precisam de uma política de fomento, não como favor, mas como direito, até porque contribuem para diminuir as despesas com saúde, segurança e educação, afastando a juventude das drogas, da criminalidade e melhorando o desempenho na escola. Por isso, solicitamos da Prefeitura de Aracaju a implementação da Lei 3173/04 aprovada pela Câmara Municipal que cria o Programa VAI para apoiar as pequenas iniciativas culturais das comunidades pobres e ao próximo governador que apóie a aprovação de lei semelhante no âmbito estadual.
Na nova política cultural, queremos que o poder público municipal e estadual financie a cultura e não espere somente pelo repasse do governo federal e o patrocínio das empresas estatais e privadas. Em Aracaju, é necessário que a Lei Municipal de Incentivo à Cultura, de autoria do atual prefeito Edvaldo Nogueira, seja aplicada todos os anos, garantindo a participação da iniciativa privada no apoio ao desenvolvimento cultural do município.
É necessário que os recursos destinados à cultura pelo orçamento do município e do estado sejam ampliados. Sem precisar esperar Proposta de Emenda Constitucional, que tramita no Congresso, determinando que deverão ser alocados, no mínimo, 1,5% (Estados) e 1% (municípios) para a área cultural em seus respectivos orçamentos.
É necessária a criação de um Fundo Municipal e Estadual de Cultura para financiar as atividades que não são de interesse do mercado, como a cultura popular (folclore), os museus, os grupos culturais da periferia e os novos artistas.
Queremos todas as emissoras de rádio e televisão, não apenas a Rádio e TV Aperipê, ampliando o espaço para que a música produzida em Sergipe seja conhecida e valorizada. Sergipe produz música brasileira de qualidade e não pode continuar lotando praças, teatros e casas de shows apenas para prestigiar os artistas de outros lugares. Como fica a nossa identidade cultural, nossa auto-estima e a geração de renda para os habitantes do nosso Estado?
Queremos que a população apresente como demanda nas plenárias do Orçamento Participativo, nas diversas conferências, nos outros conselhos de políticas públicas e juntos aos vereadores e deputados, as ações culturais com acompanhamento social, psíquico e pedagógico, como forma de diminuir a presença de meninos cheirando cola nas praças e/ou se embriagando de forma permanente nos bares e restaurantes, como também de meninas sendo obrigadas a vender o corpo para ganhar dinheiro ou gerando vidas de forma leviana e inconseqüente. E mais, é importante lembrar que as ações culturais podem ajudar a evitar que crianças, adolescentes e jovens continuem se tornando alienados, incultos, manobráveis, consumistas, descartáveis, distantes, perdendo as referencias e definhando mentalmente.
Queremos que as prefeituras, o poder Legislativo, a sociedade civil organizada, a imprensa, as empresas e quem puder apóie ações de incentivo à leitura. Principalmente porque o sergipano lê pouco, o que é uma vergonha, comprometendo o desenvolvimento humano, social, econômico e político do Estado.
É necessário que as empresas estatais sediadas em Sergipe apóiem as ações culturais propostas por artistas e grupos culturais emergentes. Não é possível que a maior parte do patrocínio destas empresas seja destinada para grandes projetos e eventos dos poderes públicos e de particulares.
A mesma solicitação dirigimos às fundações e institutos criados por empresários sergipanos que poderiam se modernizar e agir como as organizações de grandes empresas privadas nacionais, que lançam editais para apoiar projetos específicos nas áreas da cultura, educação, inclusão digital, geração de renda, meio-ambiente e muitos outros.
Se realizarmos tudo isso, teremos um povo e um estado mais feliz, e faremos justiça à memória de tantos nomes que batalharam a favor da nossa cultura no passado, e estão presentes na obra e nas boas recordações daqueles que com eles conviveram, como por exemplo, o poeta Mário Jorge, o mestre de capoeira e poeta Macaô, o ator e folclorista Mariano e o professor e ator Douglas, os quais dedicamos esta carta, como também aos sergipanos que estão nascendo agora.
Aracaju, 10 de setembro de 2005
Obs. O texto acima foi produzido a partir da Carta Cultural da Periferia que resultou das discussões no I Fórum Popular de Cultura ( 2005), promovido pela ONG Ação Cultural, enriquecido com subsídios adquiridos através da participação de diretores (as) da entidade no Seminário Cultura Para Todos (2004), Fórum Cultural Mundial (2004), Seminário de Políticas Públicas para as Culturas Populares (2005) e Conferencia Nacional de Cultura (2005).
PS. Mais informações sobre o I e II Fórum Popular de Cultura e textos de aprofundamento sobre os argumentos apresentados acima, estão disponíveis no blog: http://acaocultural.blig.ig.com.br ou através dos e-mails: zezito2002@ig.com.br e lucy_paixao2005@hotmail.com ou através do telefone 9961-1954.
Ao publicar em meio digital e/ou impresso, favor citar a fonte enviando e-mail e/ou cópia para: Rua Goiás, 889 bairro Siqueira Campos Aracaju Sergipe - CEP 49.075-280.
enviada por Zezito
19/06/2006 11:42
A dança da vida.
Segundo Alcino Ferreira e Clemente Lizana, educadores populares da Equipe Habeas Corpus de Recife: Os nossos corpos são portadores, por assim dizer, de feridas e de cicatrizes imprimidas pela organização do universo político e pela repressão social.
Já Frei Betto em artigo de sua autoria intitulado corpo cósmico afirma Esse corpo que somos dorme e sonha, sofre e goza, sabe-se feliz ou contrai-se em tristeza, esbanja saúde ou fragiliza-se na doença. Sobretudo, é capaz de algo inacessível a todos os outros animais: sorrir . E, no entanto, ainda vivemos num mundo submerso em lágrimas. Porque esse corpo, provido de sentimentos e emoções, guarda rancores, iras e ódios, embora tão capaz de compaixão, ternura e amor.
Toda esta reflexão, se colocada durante as décadas de 60 e 70 como ponto de partida, para discussão de um projeto coletivo junto a pessoas e grupos que, atuam junto a movimentos populares, ONGs e grupos religiosos, seria no mínimo estranho, ou acusada de estar querendo desviar o potencial de mobilização das massas, como a maioria das lideranças daquela época não percebeu a importância de valorização dos aspectos ligados a cultura, ao corpo, a mística e a subjetividade, algumas reações vieram a tona, como: o cansaço, a perda do sentido do projeto político, o martírio do corpo no exercício da militância que traria no amanhecer, a revolução.
Já no momento atual, constata-se a partir da contribuição de pensadores engajados , principalmente aqueles ligados aos estudos da filosofia, das tradições religiosas e da psicologia que, um dos principais problemas que impedem a construção de homens e mulheres novos e uma efetiva mudança das estruturas sociais, é exatamente esta visão fragmentada, dividida e separada das questões que nos dizem respeito, tanto em termos do ser individual, como do ser coletivo.
Urge, parafraseando Proust: buscarmos a unidade perdida, afinal dividimos o mundo em territórios. Quebramos a unidade do conhecimento e do ser. Para os cientistas, damos a natureza; aos filósofos, a mente; para os artistas o belo; aos teólogos, a alma. A própria ciência foi fragmentada de tal forma que, por falta de aproximação e entendimento de profissionais dos ramos diversos, muitos projetos fracassam(ram) com possibilidade inclusive de, comprometer a sobrevivência das espécies e do próprio planeta.
Com o objetivo de possibilitar a colagem das partes, diversos filósofos, cientistas, teólogos, psicólogos, artistas e educadores estão buscando no resgate da tradição em diálogo com as descobertas e insights atuais, algumas saídas para a crise individual, social e planetária que aflige a todos nós no inicio deste novo século.
Um destes nomes é o de Bernhard Wosien, bailarino e coreógrafo alemão que, inspirado pelo imenso potencial das danças folclóricas, e após intensa pesquisa baseada principalmente na tradição alemã, criou em 1976 um movimento intitulado Danças Circulares Sagradas, que nasceu na comunidade religiosa de Findhorn, no norte da Escócia.
O resgate dessas danças representa, uma retomada de antigas formas de expressão de diferentes povos e culturas, acrescidas de novas criações, coreografias, ritmos e significações próprias do homem inserido na realidade atual.
O movimento de danças circulares também chegou ao Brasil. Em 1999 e 2000 participei de duas oficinas em Recife(Pe), e em 2003 de um curso de formação com William Valle, aqui em Aracaju, onde a receptividade entusiasta e o interesse demonstrado por terapeutas e educadores populares, garantiram a permanência de um grupo de pessoas que, se reúnem quinzenalmente em Recife, Olinda, Aracaju e outras cidades nordestinas para a consolidação do aprendizado. Muitos destes participantes buscam enfrentar os problemas, de comportamento que freiam o avanço dos processos coletivos, decorrentes do:
Individualismo,
Da concorrência,
Da vontade de dominar os outros ou da subserviência,
Da intolerância perante as colocações alheias,
Da falta de confiança nas capacidades próprias,
Da desconfiança nos outros,
Do acanhamento,
Da falta de vitalidade e da passividade,
Da incapacidade de se concentrar.
Como já sabemos, estas condutas são provocadas e incentivadas, de mil maneiras, para garantir a reprodução do atual modelo sóciopolítico-econômico injusto e excludente.
José de Oliveira Santos Zezito Professor de Historia e diretor-presidente da ONG Ação Cultural. zezito2002@ig.com.br
enviada por Zezito
20/05/2006 16:46
[Denise Dória][denise.doria@oi.com.br]
Nessa época de tanta desilusão quanto à moral dos líderes brasileiros, em que a desesperança atinge até mesmo o esporte, muitas vezes refúgio das nesgas de patriotismo reveladas apenas em copas do mundo, eis que surge através da cultura quem ainda ouse levantar a bandeira da esperança.
enviada por Zezito
20/05/2006 16:45

enviada por Zezito
20/05/2006 16:44
Renilson Lima] [turbocaju@superig.com.br] [cajupoesia.blig.ig.com.br]
MInha terra tem coqueiros cajueiros,mangabeiras, manguezais. Tem aratú arando lama tem carangueijo,sururu e siri. Minha terra tem rio salgado, fruta doce, caju vermelho. Tem Batucada, tem Reisado tem Maculelê, tem Cacumbi, Taieira, São Gonçalo, Parafusos e todos os sons e todos os timbres. Minha terra tem gente bonita de pele negra de pele branca, amarela, verde, azul. Gente de todas as cores, de todos os credos. Minha terra tão pequena é vasta de riquezas culturais. Minha terra tem esperança nessa gente que dança, que canta, que batuca, que pinta e borda e nessa gente que acredita na arte do seio do povo como cio da terra onde a semente germina e a árvore da identidade do povo cresce e frutifica e se perpetua pelas mãos de quem planta pela vontade de quem cultiva pela força de quem valoriza. Minha terra é pura riqueza a ser perpetuada pela consciente e nativista Ação Cultutal.
30/10/2005 16:02
enviada por Zezito
20/05/2006 16:39

enviada por Zezito
29/04/2006 12:13
Vento
Vento que move o barco, que leva o homem, que leva os sonhos.
Vento que sopra a vela festiva, que seca as lágrimas da dor sentida.
Vento suave, um acalento pra alma, brisa de paz pra vida em tormento.
Vento veloz que abraça o rio e corre pro mar de saudade do amor que partiu,
do amigo distante que a vida separa.
Furacão que tudo leva e tudo traz, dor e paz, enlevo e solidão, recomeço de tudo que ficou pra trás, no tempo que passa feito o vento.
Neli Alves Silva
enviada por Zezito
03/03/2006 12:08
ALMOÇO CULTURAL
>
> O primeiro almoço cultural de 2006 na casa de Zezito e Irene foi um grande sucesso. No dia 05 de Fevereiro, um domingo, estiveram reunidos sócios, amigos e colaboradores da Ação Cultural para saborear os sabores, aromas e o som do Pará. As produções dos pratos ficaram a cargo de Angelina e Irene que prepararam pato e galinha no tucupi, maniçoba, sorvete e doce de cupuaçu.
> A seleção musical ficou a cargo de Zezito que selecionou os discos do grupo Uauiara, dos cantores e compositores Nilson Chaves, Pinduca, Lucinha Bastos, Arlindo Junior 'cantador de toada dos bois Caprichoso e Garantido', Salomão Habib e Sebastião Tapajós, esses dois últimos de música instrumental.
> Duas conseqüências importantes do almoço. A decisão de uma das convidadas em acompanhar Irene na viagem esse ano ao Pará e o reforço para essa mesma decisão que um dos convidados já tinha tomado antes de também visitar o Pará.
enviada por Zezito
03/03/2006 12:04
ALMOÇO CULTURAL - FEVEREIRO DE 2006

enviada por Zezito
03/03/2006 12:02
ALMOÇO CULTURAL - FEVEREIRO DE 2006
EM DESTAQUE LUCY PAIXÃO, SECRETÁRIA DA AÇÃO CULTURAL(de rosa) E IRENE SMITH ANFITRIÃ (de perfil)

enviada por Zezito
03/03/2006 11:58
ALMOÇO CULTURAL - FEVEREIRO DE 2006
EM DESTAQUE ZEZITO, DIRETOR-PRESIDENTE DA AÇÃO CULTURAL

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03/03/2006 11:53
REUNIÃO DE PLANEJAMENTO NA BIBLIOTECA MUNICIPAL CLODOMIR SILVA-SIQUEIRA CAMPOS - JANEIRO DE 2006

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03/03/2006 11:51
REUNIÃO DE PLANEJAMENTO NA BIBLIOTECA MUNICIPAL CLODOMIR SILVA-SIQUEIRA CAMPOS - JANEIRO DE 2006

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03/03/2006 11:35
INTERCÂMBIO E MOSTRA DE DANÇA EM PIRAMBU - ORGANIZADO PELA ONG VEREDAS DA CULTURA EM PARCERIA COM A AÇÃO CULTURAL - 2005

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03/03/2006 11:22
PLATÉIA DO FÓRUM POPULAR DE CULTURA - AUDITÓRIO DO SESC-SIQUEIRA CAMPOS - 2005

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03/03/2006 11:20
COMPANHIA DE DANÇA RICK DI KARLLO NO FÓRUM POPULAR DE CULTURA - AUDITÓRIO DO SESC-SIQUEIRA CAMPOS - 2005

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03/03/2006 11:18
GRUPO POP DANCE NO FÓRUM POPULAR DE CULTURA - AUDITÓRIO DO SESC-SIQUEIRA CAMPOS - 2005

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03/03/2006 11:14
CARTA CULTURAL DA PERIFERIA
ARACAJU SE
31 DE JULHO DE 2005
Somos mestiços. Não apenas etnicamente mestiços. Somos culturalmente mestiços. Dançando o Toré sob a lua; rezando numa igreja barroca de São Cristóvão; curvadas sobre a almofada da renda de bilros; trocando objetos e valores nas feiras das periferias e do interior; depositando ex-votos aos pés dos nossos santos; dançando um gostoso forró pé de serra no Forrocaju; contemplando o mar e os coqueirais do alto da colina de Santo Antônio; dobrando o fole de uma sanfona numa noite de frio, no mês de junho; tocados pela décima corda da viola sertaneja; possuídos pelo samba de pareia da mussuca e pela dança de São Gonçalo; enfileirados nas Romarias da Terra e de Divina Pastora; o coração de tambores percutindo nos desfiles de 7 de Setembro; girando a cor e a vertigem das danças dos orixás; digerindo antropofagicamente o hip hop no caldo da embolada ou do repente. Somos irremediavelmente mestiços. A lógica da homogeneização nos oprime. Por isso gingamos o corpo, damos um passo e seguimos adiante como num drible de futebol ou numa roda de capoeira que, sem deixar de ser luta, tem alma de dança e de alegria. Como formular um projeto de Políticas Públicas de Cultura que contemple esse mosaico imperfeito? Como abrir janelas e portas e dizer: Sergipe, mostra a tua cara!, como na canção de Cazuza?
Adaptação para a nossa realidade do texto introdutório do documento A imaginação a serviço do Brasil produzido em 2002 por artistas, intelectuais e gestores culturais e que serve de texto guia para os programas e projetos da gestão do Ministro Gilberto Gil a frente do Ministério da Cultura.
1) Somos artistas de teatro, dança, música, poesia, videastas/documentaristas, fotográfos, artistas plásticos, educadores, produtores culturais e líderes comunitários. Viemos de Aracaju, Pirambu, São Cristóvão, Socorro, Barra dos Coqueiros, Glória e trazemos no corpo e no imaginário a grande riqueza cultural que herdamos de nossos antepassados.
Para que o avanço da indústria cultural de massa não destrua essas tradições, alguns de nós, como a Organização Veredas da Cultura, o Projeto Ponto de Encontro Cultural e a Companhia teatral Pró-Cena priorizam a realização de um trabalho de conscientização da juventude e da comunidade através de simpósios, oficinas, recitais de poesia, montagens de textos teatrais etc...
Para nós a arte é um meio poderoso de crescimento pessoal, pois resgata valores morais como amizade, responsabilidade, solidariedade; preenche o tempo ocioso, possibilita mudança de comportamento oferecendo novas perspectivas de vida e, em termos mais amplos, possibilita que crianças e jovens tomem conhecimento de seus direitos, além de levantar a auto-estima da comunidade e combater a marginalização e a violência.
Para melhorar a qualidade da produção cultural, promovemos capacitações e temos viajado bastante ,o que nos tem possibilitado adquirir experiências, ampliar currículo e até obter premiações. Percebemos o crescimento da consciência dos políticos em relação à importância da arte para o desenvolvimento, com destaque para o apoio do governo federal aos artistas emergentes através do programa Cultura Viva . Outro destaque é a iniciativa do Ministério da Cultura através da criação do Fundo de Previdência da Cultura (CulturaPrev) que garante uma aposentadoria digna para o artista.
No plano estadual e municipal as mudanças estão começando a acontecer com o inicio da articulação e organização dos artistas e grupos culturais de todas as áreas, como exemplo entre vários, podemos citar o projeto Ponto de Encontro Cultural, voltado para a divulgação das artes plásticas, música e literatura sergipana, notadamente a cultura popular através da literatura de cordel e a criação da ONG Ação Cultural a partir da Rede PROVAI. Percebemos também a ampliação do espaço na imprensa sergipana para a divulgação da produção artística local e o crescimento do interesse do público, o que sinaliza a possibilidade de se poder viver da arte. Há ainda alguns agentes culturais engajados como Zezito, que traz conhecimentos e experiências de outras cidades e os repassa para os artistas e produtores culturais emergentes.
Realizamos eventos de baixo custo, com muito esforço pessoal e sem depender do poder público e através deles mostramos cada vez mais um trabalho melhor e surpreendemos a comunidade mostrando do que somos capaz. Podemos destacar entre os mais recentes a Mostra Arte e Cidadania que reuniu grupos de teatro e dança de diversas comunidades no Teatro Juca Barreto (Cultart) e o Aplausart que trouxe para o Teatro Lourival Batista a Companhia teatral Pró Cena e a Companhia de dança Rick di Karllo do Conjunto Eduardo Gomes.
Um aspecto novo e positivo é a arte musical sergipana ocupar espaço na cena cultural internacional através das apresentações da dupla Chico Queiroga & Antônio Rogério no exterior.
2) Mesmo com essas conquistas e avanços ainda temos muitas dificuldades para vencer e muitos desafios para enfrentar. Os destaques são os seguintes:
2.1 - É preciso ampliar o trabalho de conscientização da juventude na perspectiva de valorização da cultura popular;
2.2 - É necessário produzir com qualidade e fortalecer a identidade cultural de nosso povo, atingindo uma população com a mente massificada pela cultura de consumo imediato (a pasteurização cultural);
2.3 - O poder público não conhece a riqueza da diversidade cultural e nem a valoriza, o que torna necessário o planejamento cultural e políticas públicas para promover as artes em geral;
2.4 - É preciso ampliar a quantidade de grupos articulados, através de fóruns e redes para possibilitar maior intercomunicação;
2.5 - É necessário democratizar as escolhas de vagas para viagens evitando não privilegiar sempre as mesmas pessoas ou os mesmos grupos. É necessário que os escolhidos para as viagens façam o repasse das informações contribuindo assim para socializar idéias e conhecimentos;
2.6 - É preciso superar o estrelismo e o individualismo existente no meio artístico;
2.7 - Falta amor próprio e auto respeito por parte dos artistas e produtores. Um exemplo é a falta de iniciativa de muitos artistas e grupos populares que ficam esperando o financiamento de projetos por parte do governo;
2.8 - Sofremos muito com o imediatismo do próprio artista, reconhecemos que precisamos nos organizar mais, e o fórum é o caminho para essa perspectiva de um futuro melhor;
2.9 - Há necessidade de unir os grupos para fortalecer as ações culturais;
2.10 - A dificuldade principal é buscar pessoas competentes para trabalhar com cultura junto a crianças e jovens;
2.11 - É necessário ampliar os espaços e oportunidade para obter formação;
2.12 - É necessária a discussão sobre os pré-requisitos para se ter acesso ao registro profissional como artista (DRT) de forma a torná-lo mais acessível;
2.13 - Há falta de espaços físicos;
2.14 - As escolas precisam cooperar mais;
2.15 - As comunidades precisam cooperar mais;
2.16 - É necessária maior abertura dos meios de comunicação para o artista emergente;
2.17 - Há necessidade de patrocínio;
2.18 - Há muito preconceito;
2.19 - É necessário incluir mais jovens nas ações culturais com o apoio da sociedade;
2.20 - Como conseguir incrementar projetos num ambiente avesso ao patrocínio cultural?
2.21 - Como enfrentar o descaso e a desvalorização dos órgãos culturais governamentais que valorizam mais o trabalho dos artistas de fora?
2.22 - O que mais nos deixa indignado é o não reconhecimento dos nossos trabalhos aos olhos da comunidade burguesa, da Elite. Produzir arte na periferia é complicado;
2.23 - Ha dificuldade em conseguir o apoio e firmar parcerias com o poder público, privado e terceiro setor, onde muitas vezes os projetos nem sequer são avaliados;
2.24 - É necessário dar continuidade e expandir os projetos existentes;
3) Para superarmos as dificuldades e desafios elencados acima desejamos contar com o apoio efetivo do poder público, da sociedade civil e das empresas, da seguinte forma:
3.1 - É fundamental que os recursos estatais destinados a cultura sejam liberados mediante editais de concursos públicos, com o mínimo de burocracia e com divulgação de forma mais ampla a fim de combater o apadrinhamento; e os recursos liberados devem ser bem fiscalizados afim de evitar possíveis desvios;
3.2 - Do poder público esperamos a criação de políticas de fomento à cultura popular que facilitem o envolvimento da iniciativa privada como patrocinador;
3.3 - Do poder público e da iniciativa privada esperamos o aumento da quantidade de recursos para a continuação dos trabalhos e atuações;
3.4 - Esperamos que sejam construídos e/ou disponibilizados espaços para a realização dos projetos de iniciativa da comunidade;
3.5 - É necessário diminuição da burocracia para se obter patrocínio. O Programa Cultura Viva (Pontos de Cultura) é um incentivo ou um desestímulo cultural? (Para as ações comunitárias e populares é inviável tamanha burocracia)
3.6 - É necessária uma maior divulgação da Lei de Incentivo à Cultura e maior abertura para o patrocínio por parte da iniciativa privada.
3.7 - Da Iniciativa privada, esperamos a participação na promoção cultural como contribuição para com a sociedade em que a empresa está inserida não deturpando os valores culturais que fortalecem a identidade cultural do nosso povo em favor de interesses comerciais imediatistas.
3.8 - Em relação às ONGs, a expectativa é que estas não se tornem, enquanto parceiras da produção cultural, apenas um meio de aparição política ou de perpetuação da mendicância, mas sim contribuintes para o desenvolvimento de nossa identidade cultural.
3.9 - As ONGs devem facilitar a aproximação do poder público e as iniciativas populares com ações sistemáticas, não ocasionais. Um exemplo é promover oficinas e cursos para melhorar a capacidade de criar projetos.
ORGANIZAÇÕES E GRUPOS PARTICIPANTES.
Sessenta e oito pessoas assinaram a lista de presença, desse total aproximadamente vinte e um dos presentes estiveram apenas como pessoa física, os demais estiveram representando as organizações e grupos culturais listados abaixo.
ONG AÇÃO CULTURAL (ARACAJU)
ORGANIZAÇÃO VEREDAS DA CULTURA (PIRAMBU)
INSTITUIÇÃO CULTURAL GAJEFPE (ARACAJU)
GRUPO DE DANÇA ECARTE (SOCORRO)
GRUPO DE CAPOEIRA NINHO DOS CARCARÁS (ARACAJU)
GRUPO DE TEATRO FOCO (ARACAJU)
GRUPO TEATRAL ARTES (SOCORRO)
COMPANHIA DE ARTES PRÓ-CENA DE ESPETÁCULOS (SÃO CRISTÓVÃO)
COMPANHIA DE DANÇA RICK DI KARLLO (SÃO CRISTÓVÃO)
COMPANHIA DE DANÇA CRIAÇÃO DE MOVIMENTOS (ARACAJU)
ANS COMPANHIA DE DANÇA (SÃO CRISTÓVÃO)
SINDICATO DOS ARTISTAS E TÉCNICOS EM DIVERSÕES E ESPETÁCULOS SATED - (SERGIPE)
SECRETARIA NACIONAL DE CULTURA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES (SERGIPE/BRASIL)
FUNDAÇÃO DE CULTURA, ESPORTES E TURISMO DE ARACAJU FUNCAJU - (ARACAJU)
COMPANHIA TEATRAL VOZ DA VIDA (ARACAJU)
JUVENTUDE FRANCISCANA (SERGIPE)
PROJETO PONTO DE ENCONTRO CULTURAL (ARACAJU)
GRUPO COMUNITÁRIO CONEXÃO COM A VIDA (ARACAJU)
ONG CRILIBER (ARACAJU)
COMUNIDADE BOM PASTOR (ARACAJU)
FEDERAÇÃO DAS COMUNIDADES INDEPENDENTES (SERGIPE)
PEPELÉGUAS PRODUÇÕES ARTÍSTICAS (ARACAJU)
CENTRO SERGIPANO DE EDUCAÇÃO POPULAR - CESEP - (SERGIPE)
ASSOCIAÇÃO DOS ARTISTAS PLÁSTICOS ASAP - (SERGIPE)
ONG INSTITUTO DE ARTES CÊNICAS IACEMA - (SERGIPE)
BIBLIOTECA MUNICIPAL CLODOMIR SILVA (ARACAJU)
Digitação
Irene do Socorro Smith Correia.
Revisão
Maxivel Ferreira da Paixão
Redação final
José de Oliveira Santos Zezito
Coordenação Geral do Fórum
José de Oliveira Santos Zezito
Carlos Augusto Reall
enviada por Zezito
03/03/2006 11:11
PALESTRA DE JOSÉ CLETO NO FÓRUM POPULAR DE CULTURA - ARTISTA PLÁSTICO E ATIVISTA CULTURAL DA CIDADE DO RECIFE - AUDITÓRIO DO SESC-SIQUEIRA CAMPOS - 2005

enviada por Zezito
03/03/2006 11:02
ZÉ VICENTE EM ARACAJU - 2004
GINÁSIO DAS IRMÃS TEREZINHAS - SIQUEIRA CAMPOS

enviada por Zezito
03/03/2006 11:00
ALI ADIANTE
Zé Vicente
Tantos caminhos andados
tantos shows realizados
tantos olhares brilhantes
tantos abraços trocados
tantos carinhos queridos
tanto passado guardado
Chegamos.
É um outro tempo,
que seja novo!
Um descanso rápido,
um momento prá deitar na varanda
e escutar o bem-te-vi,
cochilar sonhando
com o que há de vir
de belo
de bênçãos
de canções...
Desço
ao meu riacho velho,
existe aí um fio dágua na areia
e avencas singelas na s barreiras!
Acalmo a sede,
contemplo a babugem verdinha
no rastro das chuvas de janeiro.
Silencio,
para sentir o cheiro da terra,
a fala da terra
o espírito da terra!
Reconheço-me
cada vez mais nativo
e todas as vibrações
das árvores, das flores, dos pássaros...
encontram eco em meu corpo.
Quando mais ando
mais retorno para as raízes
deste chão que me gerou.
Pela janela
desta hora
antevejo as bandeiras vivas,
erguidas há séculos,
nos braços teimosos do meu povo!
Vamos lá,
subamos juntos
sigamos juntos
marcando na agenda do futuro
o nosso compromisso
fiel e firme
com a felicidade
que já provamos e sabemos,
que pode estar ali... Adiante!
ZÉ VICENTE
QUEM É ESTE CANTOR?
ORIGENS
Zé Vicente, José Vicente Filho, terceiro dos dez filhos de José Vicente Sobrinho, Zezinho Paraibano, como foi conhecido, e Susana de Oliveira Barros. O pai, como já diz seu nome popular, natural do município de Catolé do Rocha, na Paraíba; a mãe, cearense, do município de Orós.
Foi nessa Família de lavradores, gente simples, festiva, religiosa, apaixonada pela poesia de Cordel e Luiz Gonzaga, que Zé Vicente foi criado, e mesmo hoje, aos 50 anos e muitas viagens a serviço da arte, mantém-se ligado ao seu lugar, sua gente, suas raízes. Nos intervalos da agenda, lá vai ele, 450 quilômetros de estrada, para a roça, no Sítio Aroeiras-Orós, onde está sua mãe, hoje com 76 anos, alguns irmãos, parentes, amigos e sua horta, adubada com cartas recebidas de amigos(as) e admiradores(as), as árvores sobreviventes, as quais chama com os nomes de quem ama.
O ESTUDO
Desde a escolinha municipal, na vizinhança do Sítio Aroeiras, das professoras: Teresinha, Geraldinha, Petrina, até o Curso de Teologia com a orientação do DEPA Departamento de Pesquisa e Assessoria, em Recife, entre 1981 a 1986, foram muitos caminhos. Concluiu primário no distrito de Guassussê, com provas de Admissão ao Ginásio, em Orós. Todo o Ginásio e 2º Grau foi na cidade de Iguatú, onde esteve plenamente engajado ao Movimento Estudantil, na Pastoral da Juventude. Aí iniciou sua carreira artística, sendo um dos fundadores do Grupo de Teatro Amador TAI, escreveu, dirigiu e atuou como ator, durante os anos de 1974 a 1979. Neste período, deu seus primeiros passos no contato com o violão e criou seus primeiros versos poéticos de Cordel, poesia popular na Região Nordeste.
Ainda em Iguatú, compôs uma Equipe que produzia e apresentava um programa de Rádio destinado ao público jovem, comunicando poesias, noticias gerais, músicas, cartas, entrevistas etc. O programa: Juventude em ação, ia ao ar nas noites de sábado, pela Rádio Iracema de Iguatú. Todo o trabalho era numa visão mais crítica, o que implicou em pressão e conseqüente corte do programa, já que estávamos em pleno regime da Ditadura Militar.
Além do Estudo Escolar, Zé Vicente fez vários Cursos: Iniciação Cinematográfica, na Fundação Pe. Ibiapina em Crato-Ce, de Radialista, através do Sindicato dos Radialistas do Ceará, Curso de Formação Bíblica pelo CEBI Centro de Estudos Bíblicos, Curso de Verão do CESEP-Centro Ecumênico de Serviço ~Evangelização e Educação Popular, em São Paulo, Curso de Inverno em João Pessoa, na Paraíba, nesses últimos já atuando como artista, cantor e animador.
TRABALHO PROFISSIONAL
Antes de 1988, quando passou a viver profissionalmente como Poeta e Cantor, Zé Vicente, além de lavrador, trabalhou como professor municipal em Orós, como Técnico em Orientação Comunitária, compondo uma Equipe de Coordenação de um Projeto para construção de 450 casas populares em regime de mutirão em Iguatu-Ceará, após as grandes enchentes de 1974.
Trabalhou, oito anos,como Agente de Pastoral, na Diocese de Crateús, nas áreas de Comunidades Eclesiais de Base, Pastoral da Terra e Radialista, produzindo e apresentando programas nas emissoras locais, com a Equipe de Comunicação da Diocese. Nessas área de Comunicação, Zé Vicente, foi criador, juntamente com outras pessoas, de dois Boletins Populares: CONSTRUÇÃO em Iguatu e O ROCEIRO em Crateús, este, ainda em circulação.
Hoje, a música e a poesia, através de Shows e Oficinas realizadas por todo o Brasil e em alguns países do exterior como a Nicarágua (em 1989), Itália (em 1992), África do Sul(em 2001) é a ação permanente, mas nem por isso, exclusiva na vida de Zé Vicente. Cada vez que retorna das viagens , está lá, na roça onde nasceu, na sua horta, revolvendo a terra-mãe, produzindo cartões ecológicos e animando os parentes e vizinhos para se organizarem, e buscarem juntos novas relações com a natureza e com os outros. Cultivando frutos e poesia, música e novas alternativas de vida.
CARREIRA ARTÍSTICA
A poesia está presente na vida de Zé Vicente desde criança, quando a família, cultivava o costume de recitação de Romances inteiros de Cordel, nas sombras das árvores, em baixo das latadas. Alguns tios e o próprio pai, decoravam partes ou textos integrais dos livretos de Cordel que eram recitados com vibração e graça à luz de lamparinas e de fogueiras.
Na Escola, desde cedo, Zé começou a participar das datas comemorativas, recitando poesias.
Por volta de 1975 a 1979, começou a compor versos. Alguns chegaram a ser publicados:
Carta aos Brasileiros-1978, baseado no documento, coordenado pelo jurista Gofredo da Silva Teles, lançado em São Paulo, exigindo a volta da democracia ao país.
Os Direitos das Crianças- em l979, no ano internacional da criança, publicado pela Editora Vozes.
Frei Titto e o Dragão- em l988, a biografia de Frei Tito de Alencar morto em conseqüência das torturas sofridas ao ser preso junto com outros companheiros dominicanos; publicado pelo CEPE, Centro Frei Tito, em São Paulo.
Recado Nordestino- em 1990, sobre a seca e o uso da mesma por grupos políticos corruptos.
História do 1º.de Maio- em l982, contando em cordel o histórico referente a data.
A Saga do vô Manuel e Mãe das Dores em l997 e 2001 narrando em versos as histórias de seus avós paternos, pôr ocasião do centenários de nascimento dos mesmos.
José de Nazaré 2002, para comemorar os 50 anos da devoção ao santo padroeiro da família, que ainda hoje festeja na casa da mãe do Zé, todo o mês de março.
E vários outros poemas.
Na música, Zé Vicente começou a compor e divulgar a partir de 1982, quando morava em Crateús CE. Desde então gravou:
Canto das Comunidades. K-7 com cantos das CEBs.
Músicas: Baião das Comunidades, e Quero ver
Acontecer gravadas em disco por Paulinas-COMEP.
Caminhos da América. Pela Verbo Filmes SP.
Festa dos Pequenos. COMEP, Paulinas.
Em Canto. Em K-7. Depois reproduzido em
disco pela COMEP em 1992 em CD
Sempre Vida. COMEP, Paulinas.
Acorde América. K-7. Trabalho em sintonia com os
500 anos de colonização da América.
ZÉ VICENTE, PRESENTE. Pela COMEP. Disco, CD , K-7.
PRESENTE, en español. COMEP.CD
NÓS. K-7. Por ocasião da Turnê Excluídos e
Excludentes do MARCA, na Itália. MD STUDIO-Ce.
Sol e Sonho. CD- música-popular. COMEP.
Nas horas de Deus, amém. CD. Benditos populares
Zé Vicente, Nativo CD Paulinas-COMEP
Tempos Urgentes- Livro com CD, de poemas. Paulinas.
CANTAR- CD para UNICEF, Ceará, canta e dirige a arte.
Guassussê, Canto da Memória- compondo oito músicas.
Dádivas- CD Celebrativo- Paulinas-COMEP (solo)
Com outros artistas populares.
Além da produção e dos shows, Zé Vicente assessora Oficinas de Arte-Vida, com dinâmicas para sensibilização e capacitação de novos artistas e é um dos membros fundadores do MARCA Movimento de Artistas da Caminhada, que reúne cerca de 200 (duzentos) artistas de várias modalidades da arte, em vários Estados do Brasil, desde l990.
Cantar com profunda convicção a fé que dá razão a esperança, a solidariedade, a liberdade, a vida, paz, a festa!
Fortaleza-CE, 2004
enviada por Zezito
03/03/2006 10:55
PLATÉIA DO SHOW DO ZÉ VICENTE EM ARACAJU - 2004
Local - Ginásio das Irmãs Terezinhas - Siqueira Campos.

enviada por Zezito
03/03/2006 10:50
MOSTRA ARTE E CIDADANIA NO TEATRO JUCA BARRETO EM ARACAJU - 2004
COMPANHIA TEATRAL PROCENA

enviada por Zezito
03/03/2006 10:48
MOSTRA ARTE E CIDADANIA NO TEATRO JUCA BARRETO EM ARACAJU - 2004
GRUPO DE DANÇA ECARTE

enviada por Zezito
03/03/2006 10:46
MOSTRA ARTE E CIDADANIA NO TEATRO JUCA BARRETO EM ARACAJU - 2004
COMPANHIA DE DANÇA RICK DI KARLLO

enviada por Zezito
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